Professores de Santa Luzia fazem manifestação contra prefeito
Cotidiano 24/02/2014 11h15Por Fernanda Araujo
Professores do município de Santa Luzia do Itanhy, a 77 km de Aracaju (SE), se manifestaram na manhã desta segunda-feira (24) contra as ações do prefeito Paulo César em não cumprir os 200 dias letivos nas escolas e acabar com a gestão democrática. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação afirma que o ano letivo da educação básica (ensino fundamental e médio) deve ser obrigatoriamente de 200 dias.
Segundo a professora e coordenadora geral da Sub-Sede Sul do Sindicato dos Trabalhadores da Rede Pública de Sergipe (Sintese), Ivônia Aparecida, as escolas do Município estão iniciando as aulas atrasadas. Ela afirma que, no ano passado, as escolas dos demais municípios começaram o ano letivo no início do mês de fevereiro, mas as escolas de Santa Luzia iniciaram na metade de março. Em junho, todas as escolas entraram em férias, mas o segundo semestre, que começaria em 12 de julho, em Itanhy teve início só em agosto. Em dezembro, entraram novamente de férias, sendo que deveria completar os dias até o final de janeiro.
“O prefeito alegou que a Prefeitura está com dificuldade de estrutura, de transporte escolar e pressionou os professores para que encerrassem as aulas e fizessem um projeto para repô-las aos sábados. O projeto contava como 10 ou 15 aulas e dessa forma completou os 200 dias. E agora, este ano, sem justificativa, as aulas só estão previstas para começar no dia 10 de março. Ele vai completar o mandato de quatro anos fazendo isso?”, questiona a professora.
Os professores também indicam outro problema – o fim da Gestão Democrática nas escolas do Município implantada desde 2007 e principal bandeira de luta da categoria. Na última sessão de dezembro, o prefeito levou um projeto para votação na Câmara de Vereadores que impede a eleição de diretor por parte da comunidade escolar [professor, pais e alunos]. Cinco vereadores da situação aprovaram o projeto.
“Ele disse que não confia na gestão democrática, só confia na diretoria que ele indica. Ou seja, tira a autonomia da escola, vira uma gerência por uma Prefeitura onde nem a Secretaria de Educação do Município tem autonomia. Já falamos com as secretarias da Educação, tivemos audiência com ele, mas é irredutível. Santa Luzia é a cabeça do prefeito”, critica.
Pais, alunos e servidores com salários atrasados se juntam aos professores e fazem caminhada desde a Escola Municipal Antonio Ribeiro Sotelo até a Prefeitura. Os professores também fizeram atos em vários povoados na semana passada, protestando também quanto a problemas de falta de merenda escolar e de transporte e estrutura precária das creches.
De acordo com Aparecida, o prefeito ampliou o número de matrículas nas creches para quase 500 alunos, porém, o local é alugado e tem péssima estrutura para receber crianças de zero a 3 anos de idade. “Não estão adaptadas, não têm cama, sanitários, mesas e nem chuveiros adequados. Além disso, sobre o piso salarial nacional dos professores de 8.32% ele nem se manifestou, disse que só negocia via Associação dos Prefeitos”.
F5 News tentou contato com o prefeito Paulo César pelo número de telefone pessoal e da Prefeitura, mas nenhum respondeu às ligações até o fechamento da matéria.
Imagem: divulgação

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