Professores de São Cristóvão estão no SPC e passando privações
Cotidiano 13/05/2013 08h41

Por Marcio Rocha

Os professores da cidade de São Cristóvão estão vivendo dias de muitas atribulações e dificuldades. Não apenas na relação com a Prefeitura da Cidade, que é, segundo a presidente do Sindicato dos Professores de Sergipe (Sintese), Ângela Melo, inexistente, bem como de questões de ordem pessoal. Vários professores estão passando por necessidades, devido aos cortes salariais feitos pela Prefeitura ao longo desses últimos quatro meses.

De acordo com Ângela, os professores estão sem receber os salários integrais há quatro meses. A categoria está com os vencimentos cortados desde que uma lei retirando gratificações conquistadas por eles ao longo dos anos. Os professores sancristovenses estão em greve até que a prefeita Rivanda Batalha negocie com a categoria e devolva os valores retirados dos salários.

A presidente do Sintese disse que a prefeita Rivanda não pensa por vontade própria e que é orientada por alguém. Segundo ela, Rivanda é uma prefeita “tampão”, considerando o modo como ela chegou ao cargo. Ângela Melo deixa subentendido que o ex-prefeito Armando Batalha, atual marido da prefeita, é quem manda no município e nas decisões tomadas pela prefeita Rivanda.

Ângela Melo destacou que a prefeita está descumprindo a lei e que os professores permanecerão em greve na cidade até que sejam atendidas suas reivindicações. A professora destacou que a ameaça da prefeita contra a categoria é inválida e ela não poderá aplicar mais cortes nem abrir processos administrativos contra os professores, mediante a ameaça de demissão.

A reportagem F5 News conversou com um professor da cidade que disse estar endividado, passando por privações e com seu nome incluso no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), devido aos cortes salariais realizados pela prefeitura de São Cristóvão. O professor pediu para não se identificar. Pois, segundo ele, a gestão atual do município é perseguidora e retalia qualquer um que seja contrário à administração municipal.

“Eu estou afundando-me em dívidas. A prefeita agiu de forma desumana e cortou na própria carne da sua categoria. Como ela nunca ensinou e também chegou a ser demitida da prefeitura por não trabalhar, quer prejudicar quem trabalha. Nossos salários estão saindo pela metade e nós estamos parados porque ela nos forçou a isso. Queremos ensinar, mas ela é quem impede que voltemos às salas de aula”, reclamou o professor.

Há quatro meses, os alunos da cidade estão sem aulas e a prefeitura não negocia com a categoria. Os vereadores de oposição e o Sintese entraram na justiça com duas ações diferentes, visando impedir que os cortes salariais continuem sendo realizados. Os professores da cidade tentam audiência com a prefeita, que se recusa a atendê-los. Segundo a presidente do Sintese, o problema está difícil de terminar, pois a prefeita não os recebe.

A reportagem F5 News tentou contato com a prefeita de São Cristóvão, Rivanda Batalha, por telefone, mas não obteve êxito.

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