Professores entram em greve por tempo indeterminado
Cotidiano 29/05/2013 18h33Por Fernanda Araujo
Com os ânimos a flor da pele, os professores da rede estadual decidiram pela greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira (3). A categoria deliberou a paralisação em assembleia no final da tarde de hoje (29) por unanimidade.
Os professores tinham colocado em assembleia na quarta-feira que a última esperança era uma audiência até a manhã de hoje com a equipe de negociação do governo: os secretários de Educação, Belivaldo Chagas, da Casa Civil, Sílvio Santos, e da Fazenda, Oliveira Júnior. No entanto, não houve reunião.
“No final da manhã ele (Belivaldo) nos ligou informando que esteve com os outros secretários, ambos colocaram novamente que nos recursos do Estado não cabe aumento nesse momento, por isso não iriam receber o sindicato”, disse Ângela Melo, presidente do Sintese.
Segundo ela, não há alternativa senão a greve. Os educadores já estão no mês de maio, são dois anos sem reajuste, que seria o vencimento inicial de R$ 1.567, e, de acordo com a presidente, o governador Marcelo Déda só manda recado pelo secretário de Educação, de que o Estado não tem dinheiro. “Cabe ao governo se reorganizar. Se for verdade que não tem recurso, isso mostra que essa gestão não sabe administrar”, disse em assembleia.
Rejeitando o reajuste de 6,5% dado pelo governo, em assembleia os professores levantaram a voz e apontaram que "o governo está brincando com a categoria". Outros também questionaram o porquê do Estado não recorre ao Governo Federal já que, segundo a Constituição, a partir do momento que o Estado não tem condições de dar o reajuste, o Governo Federal deve complementar.
“Dizem que a culpa é do Sintese porque os professores estão sendo prejudicados por não aceitarem o reajuste de 6,5%. Aí eu pergunto se tem algum professor que quer esse reajuste. Com 6,5% é destruição da carreira”, disse o professor Roberto dos Santos.
Presente na assembleia, a deputada e professora Ana Lúcia acredita que irão pedir a ilegalidade da greve, mas que os professores deve continuar enfrentando.
“Eu avalio que esse é um dos momentos mais difíceis da vida da gente. A nossa posição é de radicalizar, essa categoria mais uma vez vai para o sacrifício, estamos entre a cruz e a espada. Desde que criaram uma equipe de governo para negociar, não houve nenhuma, então, não podemos esperar que eles decidam talvez um dia a nos receber. A greve é culpa do governo que se calou. Temos uma equipe de governo prepotente, autoritária e fascista que dizem que se fizermos greve vai haver demissão. Se caso os professores forem demitidos e falarem que é porque estavam em avaliação de desempenho, é mentira”, desabafou Ângela Melo em assembleia.
No primeiro dia de greve, os professores se reunirão em uma nova assembleia às 15h, no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Logo após irão a caminho da Assembleia Legislativa (Alese). Já na terça-feira (4), às 8h, farão uma manifestação em frente à Secretaria da Fazenda.
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