Professores permanecem em greve e Jackson apela por voto de confiança
Cotidiano 20/06/2014 12h07Por Fernanda Araujo
Os professores da rede estadual de ensino deliberaram pela continuidade da greve iniciada há duas semanas. A decisão ocorreu em assembleia na manhã desta sexta-feira (20) no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe.
Apesar de o governo ter aprovado reajuste de 8,32%, de acordo com o piso nacional a partir de maio deste ano aos 24 mil servidores do magistério, na última quarta-feira (18) ocorreu uma audiência na Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), onde o secretário da Fazenda, Jefferson Passos, apresentou uma proposta que, segundo a categoria, é condicionada ao crescimento da receita e não garante a reestruturação da carreira do magistério. O sindicato da categoria, o Sintese, aponta que o governo também não se compromete a pagar o reajuste do piso para todos os níveis da carreira do magistério estadual.
De acordo com o professor e diretor do Sintese, Roberto Silva, a reunião foi um caos. De forma inesperada, segundo ele, os professores receberam a notícia de que não haverá mais a garantia de pagamento do reajuste do piso para todos os níveis e nem a reestruturação da carreira em 2015. O diretor relatou que o secretário apresentou de concreto que, a partir do próximo ano, o reajuste salarial do magistério será feito de acordo com a reposição inflacionária anual e não conforme o piso nacional como é feito atualmente.
“Isso foge da lógica de valorização do piso dos professores. É uma situação extremamente grave porque o governo recua em não garantir o piso a todos no próximo ano. Na negociação deste ano ficou acertado que o governo iria pagar o piso para todos e criar uma comissão para reestruturar a carreira que foi desestruturada em 2012 quando o governo não pagou o reajuste do piso de 22,22%. Criou a comissão este ano e agora assumiu a postura de que não vai mais fazer isso”, lamenta o diretor. Para ele, a situação é uma amostra clara de que os 8,32% só foram garantidos este ano por questões eleitorais.
Vários professores seguem hoje para o município de Itabaiana onde o governador Jackson Barreto vai anunciar algumas obras no local. “Vamos cobrar o pagamento do piso para 2015 e a reestruturação da carreira retomando 40% de perda salarial como o governo se comprometeu. Na próxima quinta, 26, às 8h, faremos um ato na porta do Palácio dos Despachos. Outras manifestações serão realizadas”.
Em coletiva à imprensa no Palácio dos Despachos, enquanto anunciava a implementação do PCCV dos servidores, o governador Jackson Barreto apelou aos professores que compreendam que o Estado não tem recursos para atender a demanda de 2012. “Eu fiz a minha parte. Vamos discutir isso em outro momento porque nós não temos recursos financeiros agora. O magistério reclamava que o governo do Estado não os recebia, eu conversei com todas as categorias. O piso nacional de 2014 foi dado, então eu acho que esse governo merece um voto de confiança. Este ano estamos acrescentamos mais 178 milhões de reais em uma folha de mais de R$ 3 bilhões anuais com servidor, eu estou fazendo um esforço muito grande. Sentamos com o Sintese, cumprimos o acordo de 2013, o de 2014, agora é um pleito de 2012 e não tenho recurso para atender. Os alunos ficam sem aula. Nós estamos cumprindo. Importante ser dito é que nós temos vedações da própria lei para atender essas demandas e o Sintese sabe disso”, afirmou o governador.

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