Professores universitários mantém a paralisação e as manifestações
Cotidiano 03/09/2012 18h30Por Fernanda Araujo
Depois de várias manifestações, assembleias unificadas e reuniões até chegar aos mais de 100 dias de greve, os professores da Universidade Federal de Sergipe permanecem irredutíveis e pretendem intensificar as forças junto aos deputados federais e senadores, com o objetivo de construir emendas para o Plano de Carreira.
A indicação do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), é pela manutenção da paralisação, que foi decidida também em Sergipe na sexta-feira passada (31). Segundo a assessora de comunicação da Associação dos Docentes da UFS, Raquel Brabec, o sentimento da categoria é de indignação contra o governo, que não os recebe desde o início de agosto.
Mesmo com a negativa dos estudantes e da população pela manutenção da greve, os professores não se intimidam. "Boa parte dos estudantes tem ignorado o que motivou a greve e veem somente o lado dos prejuízos por causa da falta de aulas. Mas greve é isso mesmo. Infelizmente a greve é algo chato e os professores têm consciência disso, mas se não for dessa forma não resolve. O jeito é passar por isso e superar”, afirma Raquel.
Enquanto os professores e o Comando Local de Ações Unificadas debatem assuntos da greve na próxima terça-feira (4) e quarta, os docentes também preparam mobilização na sexta-feira (7). A partir das 7h, os professores participarão do Grito dos Excluídos, que fará todo o percurso do desfile cívico. Já às 16h, eles farão ato contra a corrupção nos arcos da Orla da Atalaia, Zona Sul de Aracaju.
Foto: Adufs
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