Profissionais do CAPs do Siqueira Campos paralisam atividades
Serviços externos não acontecerão, apenas acolhidos terão assistência Cotidiano 22/07/2013 08h24Por Laís de Melo
Funcionários públicos do Centro de Atenção Psicossocial (CAPs) que fica localizado no bairro Siqueira Campos, zona norte de Aracaju, suspenderam suas atividades na manhã desta segunda-feira (22). Os motivos da paralisação são referentes aos problemas de infraestrutura que cerca a unidade há bastante tempo, e mesmo sendo reivindicados pelos servidores, nunca foram solucionados.
Paredes com infiltração, ar condicionados sem funcionar, esgoto aberto, com fezes expostas causando mau cheiro e desconforto em quem circula pelo local. Esses foram os principais problemas apontados pela enfermeira Ioná Vasconcelos, que pede por melhores condições de trabalho. De acordo com ela, uma das salas onde são realizadas oficinas está impossibilitada de realizar atividades por conta do cheiro que causa as paredes com mofo.
“Há algum tempo a gente reivindica que a prefeitura melhore a condição de trabalho. A gente fala com a coordenação, a coordenação fala com a prefeitura e há muito tempo a gente vive isso sem ser solucionado”, revelou Ioná.
Ela ressaltou que os problemas de infiltração existem há muitos anos, e há quatro meses os refrigeradores estão quebrados. Além das enfermarias que continuam inapropriadas para receber usuários. “Existe um processo de reforma dos serviços, que está no ministério público, onde ocorreria uma reforma geral dos serviços, com mudança até dos locais das oficinas. Mas, aguardamos essa reforma e ela não acontece”, disse insatisfeita.
Com a paralisação do centro no dia de hoje, Ioná, enquanto enfermeira pública, e os demais funcionários presentes, psicólogos, assistentes sociais, psiquiatras, esperam serem vistos e ouvidos de alguma forma pelas entidades responsáveis. Enquanto isso, a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), através de Isabel Ferreira, garantiu que a gestão conhece a situação e está buscando solucionar os problemas.
"Estamos cientes dos problemas de infraestrutura. Estamos sempre realizando pequenas intervenções no local, mas sabemos que é preciso uma reforma mais profunda. Estamos esperando uma verba do governo federal, existem outras unidades que também precisam de reforma, mas estamos correndo atrás para minimizar esses problemas”, disse Isabel.
Foto: Laís de Melo

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
