Programa Farmácia Popular pode ser reduzido em 2016
Presidente do sindicato do setor em Sergipe antecipa impactos negativos Cotidiano 09/10/2015 19h00Por Giovane Mangueira
O programa de descontos da Farmácia Popular terá o orçamento reduzido em 2016. O programa atuava em 34.000 farmácias em todo Brasil e, em Sergipe, apenas quatro faziam parte do programa, distribuídas por Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Tobias Barreto.
Durante o programa Farmácia Popular, a verba destinada para a distribuição de medicamentos - R$ 500 milhões - nunca foi utilizada completamente para este fim, sendo sempre retirada uma parte do montante para investimentos em outras áreas da saúde.
Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos no Estado de Sergipe (Sicofase), Alex Garcez, a notícia da redução causou impacto em todos os que necessitam desse programa, tanto os donos de farmácias, como a população que faz uso contínuo de medicamentos para tratar doenças como diabetes e hipertensão.
“Esse é o único programa do governo que não deveria acabar, ninguém pede pra ficar doente, os medicamentos para tratamento são caros e as pessoas precisam desses remédios mensalmente. O governo deveria pensar nas pessoas mais carentes, com renda baixa, que não têm condições de adquirir os medicamentos. Muitas pessoas até comemoram o programa, que sem ele seria difícil manter o tratamento”, afirmou Garcez.
Criado em 2006, o programa em farmácias credenciadas chegará ao fim para alguns dos medicamentos. O documento encaminhado pelo Executivo garante que os 14 medicamentos para o tratamento de hipertensão, diabetes e asma continuarão sendo ofertados de graça. Já os remédios usados para controlar rinite, colesterol, mal de Parkinson, glaucoma, osteoporose, anticoncepcionais e fraldas geriátricas poderão ter os descontos, que chegam a 90%, cortados pelo governo em 2016. Para essa modalidade do "Farmácia Popular do Brasil", não há recursos previstos.
“Isso é muito preocupante, já entramos em contato com algumas autoridades para que esse projeto do fim do programa não tenha continuidade. Uma hora nos postos públicos esses remédios irão acabar, não dando conta da demanda dos que precisam do serviço”, prevê Garcez.
Com a suspensão do programa, os donos de farmácias terão que comprar os medicamentos e repassá-los para a população pelo valor exato, o chamado preço de tabela.
Foto: Giovane Mangueira

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