Programa IST/Aids atuará no Carnaval de Aracaju
Cotidiano 26/01/2018 20h00O Carnaval é uma festa marcada pelo êxtase e pela ruptura com as convenções sociais, as fantasias invadem o plano real transformando os dias de comemoração em uma janela no tempo e no espaço. No entanto, a pausa do estresse cotidiano precisa estar aliada ao cuidado com o outro e consigo mesmo. Por isso, a Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), levará ações especiais do Programa Municipal de IST/AIDS e Hepatites Virais nos cinco dias de Rasgadinho, no intuito de conscientizar a população sobre essa necessidade.
No decorrer da festa dez mil insumos para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis serão distribuídos entre os foliões diariamente. “O programa IST/Aids atuará nos cinco dias da programação do Rasgadinho distribuindo preservativos masculinos, femininos e gel lubrificante. A equipe será composta pelos agentes comunitários de saúde e redutores de danos que estarão distribuídos pelo percurso abordando a população, entregando material educativo e os insumos para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis”, explica Débora Oliveira, assessora técnica do Programa Municipal de IST/Aids e Hepatites Virais.
O objetivo é instruir a população sobre os riscos do sexo desprotegido, mais comum nas épocas festivas por conta do consumo de bebidas alcoólicas. “O uso do álcool influencia o não uso da camisinha, infelizmente. Por conta disso, o número de pessoas expostas ao vírus HIV costuma crescer no período do carnaval. Por isso mesmo é que nós informamos que qualquer pessoa que manteve uma relação sexual de risco, sem uso de preservativo, deve procurar, até 72 horas após o ato, uma das duas UPAS da capital para que se faça a Profilaxia e, desta maneira, evite a infecção pelo vírus”, alerta Débora.O preservativo ainda é a principal garantia do sexo seguro e, mesmo que inúmeras campanhas sejam realizadas anualmente pelo poder público, o número de diagnósticos de DSTs continua crescendo nos últimos anos. A realidade destrincha dois fatores: um maior número de pessoas procurando o diagnóstico e, por outro lado, uma mudança de comportamento que afeta, sobretudo, a população mais jovem.
“As pessoas conhecem a necessidade do uso da camisinha, no entanto optam por não usá-la. Esse fenômeno é complexo, mas é possível destacar alguns fatores como, por exemplo, uma geração que não viu de perto a epidemia de Aids na década de 80 e o fato de que uma pessoa diagnosticada com a doença leva uma vida normal, sem que seja visível a sua enfermidade e com tratamento gratuito e eficiente, diferente de outras épocas. Por isso, a doença volta a crescer no Brasil”, explica a especialista.
Além do Rasgadinho, os famosos bloquinhos que antecedem a festa principal também terão a assistência do programa. “Nós estamos nos organizando para realizar ações nos bloquinhos, de acordo com o calendário que nós recebemos dos organizadores. Então, tomamos a iniciativa para disponibilizar campanhas de conscientização e distribuir insumos de prevenção”, ressalta Débora.
Todo o trabalho está sendo planejado para chamar a atenção dos foliões para a necessidade de responsabilidade ao festejar. É preciso relembrar que as DSTs não estão estampadas nas faces dos portadores, portando se resguardar é um cuidado individual e coletivo ao mesmo tempo.
Fonte: SMS
Foto: Sérgio Silva

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