Projeto de extensão trabalha a prevenção de quedas em idosos
Levantamento aponta que o estado de Sergipe tem grande população de idosos com risco de queda Cotidiano | Por Aline Aragão 02/11/2018 07h00 - Atualizado em 03/11/2018 09h19Um dado comum nos boletins diários do Instituto Médico Legal (IML) de Sergipe é o registro de morte por queda da própria altura. As vítimas, geralmente, são idosos com idade entre 70 e 90 anos. Segundo dados do Instituto, de janeiro a outubro foram registrados 133 casos desse tipo.
Atentos a essa realidade, professores do curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Sergipe (UFS) realizam um projeto de extensão e iniciação científica, que tem reduzido os índices de queda entre idosos que fazem parte do projeto. Participam alunos do 3º ao 8º período da graduação em Fonoaudiologia.
De acordo com o professor Carlos Kazuo Taguchi, a ideia surgiu logo quando ele chegou ao estado e depois de fazer um levantamento, constatou que Sergipe possui uma grande população de pessoas idosas com risco de queda. “O projeto surgiu em 2009, mas somente em 2010 fomos para a prática com um projeto piloto. Logo no primeiro município, em um grupo de quase 130 idosos, tivemos uma redução de 30% no risco para queda”, disse.
Até agora o projeto passou por Itabaiana, Cedro de São João, Telha, Nossa Senhora das Dores e Laranjeiras. Atualmente está sendo executado na Ilha Mem de Sá, em Itaporanga D´Ajuda. Ao todo quase 300 idosos já participaram da iniciativa.
Professor e alunos passam cerca de dois meses envolvidos com a comunidade e desenvolvem atividades que buscam melhorar o equilíbrio e a qualidade de vida dos idosos. “Muitos idosos com risco para queda e com tontura acabam perdendo a qualidade de vida por medo de cair devido à tontura ou desequilíbrio”, explica Raíssa Valença de Souza Santos, estudante do 8º período de Fonoaudiologia.
Durante o encontro são aplicados exercícios clássicos de Cawthorne e Cooksey coreografado. “Coreografamos os movimentos usando a música ‘Xote das Meninas’, para deixar mais animado e descontraído. Eles pensam que é só para dançar, mas na verdade através da música estamos trabalhando o cerebelo, responsável pela coordenação dos movimentos corporais por meio do controle integrado dos músculos, incluindo equilíbrio e postura.”, explica o professor.
Ainda de acordo com ele, os sinais de problemas relacionados ao equilíbrio como medo de cair e desorientação tendem a aumentar depois dos 60 anos, mas ele adverte que, antes de iniciar qualquer atividade, mesmo que preventiva, é preciso fazer uma rigorosa avaliação médica.
Com o sucesso que vem fazendo, graças aos resultados satisfatórios, o projeto deve continuar visitando outras comunidades pelo estado.

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