Projeto de nutrição da UFS oferece apoio à seleção brasileira de GR
Iniciativa orienta atletas quanto aos aspectos nutricionais Cotidiano | Por Victória Valverde* 10/08/2019 09h00 - Atualizado em 10/08/2019 14h01Na última segunda-feira (05), a equipe de ginástica rítmica (GR) do Brasil conquistou a medalha de ouro nos jogos Pan-Americanos 2019. A qualificação é resultado de horas de treinamento e o auxílio de familiares, amigos e profissionais. Um dos pilares de apoio da equipe de GR brasileira – que tem como sede da federação a cidade de Aracaju – é o curso de nutrição da Universidade Federal de Sergipe (UFS).
A parceria começou por meio de um projeto de iniciação científica em 2015, coordenado pela professora doutora Renata Rebello Mendes, do qual participou a aluna Elis Rejane. O projeto sem fins lucrativos foi nomeado “avaliação nutricional de ginastas da seleção de GR em preparação para os jogos olímpicos de 2016” e tinha duração prevista de apenas um ano, como apenas uma avaliação. Acabou que, desde a sua criação, a parceria se renova ano a ano e segue firme até hoje.
O projeto
Hoje, o objetivo do projeto é orientar as atletas quanto aos aspectos nutricionais, de extrema importância para o seu desempenho. Somando-se a Elis, o projeto conta com a participação das alunas Lorena Santana, Carolina Melo e Raquel Silva, além da colaboração de alunos voluntários.
A iniciativa atende 11 atletas, mas o número varia a depender da quantidade de ginastas que estejam fazendo parte da seleção em cada período. Cada atleta é atendida quinzenalmente, porém há intervalos quando a equipe viaja para competições ou outros eventos.
Por saírem de casa muito cedo (a média de idade da equipe é de 17 anos) para se dedicar ao esporte, muitas das atletas entram no meio sem a devida orientação nutricional necessária para dar suporte às 8 horas diárias de treinamento. É aí que entra o projeto.
A equipe de alunos – monitorada pela professora Renata – não só orienta as atletas quanto ao que elas devem comer, beber ou suplementar durante as 24 horas do dia, como também instrui os responsáveis pela aquisição, armazenamento e preparação dos alimentos, bem como no planejamento e oferta calculada de cada dose dos suplementos alimentares.
Com a devida alimentação, as ginastas são mais propícias a desenvolver as habilidades necessárias e evitam o excesso de massa gorda para que atinjam a melhor performance e evitem lesões graves.
Resultados
Durante o primeiro ano do projeto, foram encontradas inúmeras inadequações no estado nutricional das ginastas. Aos poucos, pode-se observar uma redução gradativa dos problemas mais comuns vivenciados pelas atletas, como deficiência de vitamina D, de ferro e desidratação ao longo dos treinos e baixo consumo de carboidratos.
A ginasta da equipe titular brasileira Débora Medrado, de 17 anos, enfatiza que o projeto é de total importância para o rendimento das atletas.
“Na ginástica, um dos pontos fundamentais e que deixa os movimentos mais suaves é a questão do corpo. A UFS nos proporciona o melhor com esse projeto, pois dão orientações de como ter um corpo magro e saudável, que é o mais importante. Quero estar saudável e em forma pra representar o nosso Brasil”, disse a atleta.
Coordenadora do projeto, a professora Renata chama a atenção para a importância do projeto em prol do enriquecimento da formação dos alunos.
“O fato da GR ser a única seleção nacional com sede de treinamento em Aracaju oferece aos alunos de nutrição a oportunidade ímpar de adquirirem experiência em avaliações e atendimentos deste público-alvo”, explica.
Os alunos também podem observar como funciona uma equipe de esporte de alto rendimento. Adicionalmente, os estudantes observam o funcionamento de uma equipe interdisciplinar, já que, além desse atendimento nutricional, a seleção brasileira de GR conta com técnica, auxiliar técnica, preparador físico, médico, fisioterapeuta, psicólogos, massoterapeuta e auxiliar culinária.
*estagiária sob a orientação da jornalista Monica Pinto.

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