Protesto: auditores fiscais vão paralisar atividades por 48 horas em SE
Contraproposta deve ser enviada em breve ao sindicato, diz Sefaz
Cotidiano 17/02/2016 09h56

Por Fernanda Araujo

A partir da zero hora desta quinta-feira (18), os auditores fiscais começam uma paralisação de 48 horas. Em protesto contra a falta de resposta às reivindicações da categoria por parte do governo de Sergipe, segundo o Sindifisco, os auditores já se manifestam em um ato desde as 7 horas de hoje (17) na porta da Secretaria da Fazenda.

As ações foram deliberadas em Assembleia Extraordinária do último dia 15. Amanhã será o primeiro dia de paralisação e a partir das 8h haverá manifestação na porta do Palácio do Governo, localizado na avenida Adélia Franco.

Sexta-feira (19) se encerrará a paralisação que deve atingir todas as unidades de atendimento e de serviços da Sefaz. A direção do Sindifisco aponta que a categoria está indignada já que o governo estadual não apresentou nenhuma contraproposta e tem retaliado os auditores que entregaram cargos de chefia em apoio à Campanha em Defesa do Plano de Carreira do Fisco.

“A direção da Sefaz continua perseguindo e retaliando os participantes da última greve na Sefaz. Vem cortando valores de produtividade e de gratificações de chefia daqueles que participam do movimento, sem inclusive as devidas portarias e decretos de exoneração”, afirma o diretor do Sindifisco, Abílio Castanheira. 

F5 News procurou a assessoria de comunicação da Sefaz para esclarecimentos. Em relação às reivindicações da categoria quanto às atribuições e atuação dos auditores, o assessor Helber Andrade disse que a contraproposta está sendo concluída e será entregue o mais breve possível ao sindicato para que seja avaliada. O assessor alega que houve problemas para concluir o documento no mês de janeiro, mas não deve demorar a ser enviado.

Sobre o corte de gratificações e produtividade, ele lembra que houve um período de greve e nele alguns auditores entregaram cargos, portanto, se não estavam exercendo as atividades não é possível executar pagamento. “Se não houve dia trabalhado, não houve produtividade. Se eles entregaram os cargos, não exerce mais aquela atividade, então, a gratificação é suspensa”, afirmou.

Com informações da Assessoria de Comunicação do Sindifisco

​Foto: Ascom/Sindifisco arquivo F5 News

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