Protesto volta a fechar lojas do centro comercial de Aracaju
Cotidiano 30/06/2017 11h36 - Atualizado em 30/06/2017 12h55

Por Fernanda Araujo

O comerciante aracajuano ficou no prejuízo nesta sexta-feira (30). Mesmo com a decisão judicial que determinou a abertura das lojas no centro comercial de Aracaju (SE), o comércio fechou as portas por conta do protesto dos manifestantes que decretaram Greve Geral.

Os poucos consumidores que compareceram hoje ao Centro ainda conseguiram encontrar algumas lojas abertas, mas que logo foram fechadas. A Polícia Militar acompanha o ato no local e também orientou o fechamento por conta do protesto.

“Não adianta a gente ficar aqui só no abre e fecha. Três clientes ainda apareceram e compraram, mas vamos fechar porque a gente também tem medo de acontecer algo. Não teve nenhum problema até agora, mesmo assim vamos fechar”, disse Gilvânia Santos Silva, gerente de loja.

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Segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da capital, a falta de circulação de ônibus, a obstrução das vias e o ato no Centro contribuíram para o esvaziamento no comércio. “Essa sensação de insegurança já causa prejuízo, a própria população não vem, fica receosa. A CDL, junto com a Acese, entrou com pedido na justiça comum e na Justiça de Trabalho pedindo a garantia do funcionamento das lojas. Se a decisão não foi cumprida, a justiça tem que tomar as providências”, ressalta o presidente da entidade, Brenno Barreto.

Para os lojistas que não tivessem condições de se locomover até o centro, segundo a CDL, foi disponibilizado transporte alternativo ou particular. Logo cedo houve boatos de que os lojistas não iriam abrir as lojas, o que foi negado pela CDL.

“A intenção do movimento não é causar a desordem?! Então é de praxe eles estarem tentando tumultuar. Vamos ver com a Justiça qual será o procedimento porque obstruíram as vias e agora estão obrigando a fechar o centro. Vamos identificar o que estão fazendo para não deixarem que a ordem seja cumprida”, afirma Barreto.

Apesar de pacífica, os lojistas afirmam que se sentiram pressionados por alguns manifestantes que gritavam palavras de ordem. Para o comerciante Adilson Filho, a consequência do fechamento do comércio será a demissão dos trabalhadores por causa do baixo movimento.

Fotos: Aline Aragão/F5 News

Colaborou Aline Aragão

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