PSF: um conjunto de problemas
Cotidiano 19/03/2013 10h15Por Elisângela Valença
Enquanto o Governo Federal fala em contratar médicos de outros países para trabalhar no Programa de Saúde da Família (PSF), profissionais de saúde encaram diversos problemas que culminam na evasão de médicos, enfermeiros e dentistas dos municípios.
O PSF é um programa do Governo Federal, gerido pelas prefeituras para solucionar a atenção básica. “Mas não deslanchou”, afirmou o presidente do Sindicato dos Cirurgiões Dentistas, Marcos Santana. “Não existe plano de carreira, são empregos precários, sem concurso e por contrato de prestação de serviço. Existe atraso de pagamento, faltam condições de trabalho. Não há como manter um profissional desta forma”, explicou o presidente.
A presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Sergipe, Flávia Brasileiro, também confirma esta realidade. “Na maioria dos povoados, não há unidade de saúde. Então, as equipes atendem em casas abandonadas, dentro do carro, embaixo de árvores. E os prefeitos não gostam de ser cobrados”, disse Flávia.
Segundo ela, com a mudança de gestores no início do ano, tem havido uma caça aos direitos trabalhistas. “Muitos dos novos prefeitos retiraram gratificações, transporte, alimentação, adicional por insalubridade. Desde janeiro, o que mais o sindicato tem feito é tentar o diálogo com estes novos prefeitos ou acioná-los na justiça”, queixou-se. “Já pedimos pauta no Conselho de Secretários Municipais de Saúde para alertá-los sobre isto”, acrescentou.
A diferença salarial entre os profissionais de uma mesma equipe também é motivo de queixa. “Um médico ganhar cinco vezes mais que os outros profissionais da mesma equipe causa insatisfação. Esta discrepância é injusta”, disse Marcos Santana. “O enfermeiro é responsável por cerca de 80% das atividades no atendimento no PSF e ganha muito menos que os outros profissionais. É preciso equiparar os salários”, disse Flávia Brasileiro.
A cidade com menos transtorno é Aracaju. Segundo a coordenadora do PSF em Aracaju, Gildete Maria Macedo, a capital é dividida em oito regiões de atendimento, que contam com 43 unidades básicas de saúde da família e 136 equipes completas do PSF, com médico, enfermeiro, dentista e agente de saúde. “Tivemos a contratação de catorze médicos pelo PROVAB [Programa de Valorização da Atenção Básica] para onde tínhamos desfalque por aposentadoria, licença”, explicou Gildete. Com relação à diferença de salários, Gildete informa que é uma coisa natural. “Esta diferença salarial entre as categorias já existe fora do PSF”, explicou.
Imagem: Jornal Tribuna da Bahia

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