Psicóloga alerta para sinais de violência sexual infantil
Cotidiano 24/08/2019 07h14A violência sexual contra a criança, embora seja tenebrosa, é uma realidade. Nesse sentido, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), unidade gerida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), assegura o atendimento a essas vítimas por 24h. Em alusão ao Dia da Infância, 24 de agosto, a psicóloga do Atendimento às Vítimas de Violência Sexual, Camila Sousa, fala sobre a situação das crianças agredidas e do perfil do agressor, que na maioria das vezes é parente da vítima.
“A MNSL conta com uma equipe assistencial composta de médicos, técnicos de enfermagem, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais preparados para realizar atendimento de qualidade. No Dia da Infância, momento de reflexão, é preciso que toda a sociedade saiba o que fazer para melhorar a situação das crianças, já que são indivíduos que precisam de atenção especial”, disse Camila. Ela enfatizou que é preciso estar alerta, pois a violência contra crianças geralmente ocorre dentro de suas casas, por parte de sua família, que deveria cuidar e não agredir.
“É preciso observar que a criança quando está sendo abusada sexualmente muda o comportamento. É essencial os pais ficarem atentos e observarem se seus filhos apresentam sinais de que algo não vai bem na sua vida. A criança, muitas vezes, revela o ocorrido por gesto, palavras ou mudanças de comportamento. É necessário olhar verdadeiramente para as crianças, criar vínculos de confiança e acreditar nelas quando pedem ajuda”, comentou a psicóloga.
Dados
De Janeiro a Julho de 2019 foram contabilizados na MNSL, 621 atendimentos às vítimas de violência sexual, sendo 116 atribuídos a menor de idade e 37 a maior de idade, além de 468 consultas médicas de retorno. “É alarmante o número de casos registrados na maternidade, além de expressivo o número referente às vítimas menores de idade. As estatísticas da MNSL apontam o abuso sexual e o estupro como os tipos de violências mais comuns. Aconselho as pessoas a não se envolverem com estranhos e evitar andar em locais que sugerem falta de segurança”, ressaltou a Enfermeira e Coordenadora do Pronto Socorro da MNSL, Lourivânia Melo Prado.
Lourivânia explicou que diariamente esse fluxo varia e ocorre um aumento de casos agudos nos finais de semana. “Durante toda a semana atendemos as vítimas a qualquer hora, o número de atendimento chega a ser assustador, principalmente quando envolve as vítimas menores de idade, que infelizmente são agredidas por agressores do próprio ambiente familiar”, ressaltou a enfermeira.
A psicóloga do atendimento Camila Sousa, explanou que é importante a vítima procurar atendimento nas primeiras 72 horas, porque até esse prazo consegue-se realizar todas as medidas preventivas para evitar doenças sexualmente transmissíveis ou gravidez indesejada. Para isso é dado à pílula do dia seguinte, o coquetel antirretroviral do HIV e das hepatites.
As vítimas são orientadas a procurar de imediato a polícia, prestando queixa e se submetendo aos exames que comprovam a agressão. “Na maternidade é realizado o atendimento que conta com os procedimentos padronizados pelo protocolo do Ministério da Saúde. O acompanhamento psicológico é disponibilizado para todas as vitimas de violência sexual que chegam até a MMSL, disse Camila.
Acolhimento - A assistência na MNSL acontece independente da vítima fazer ou não o Boletim de Ocorrência (BO) ou passar pelo Instituto Médico Legal (IML). Além de serem ofertadas as orientações para que a vítima faça o BO e a perícia no IML. “A depender do caso é fundamental procurar imediatamente o serviço de violência sexual na maternidade para seguimento do protocolo assistencial e apoio psicológico”, informou a coordenadora.
Fonte: Ascom SES

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