Quadrilha aplicava golpes contra instituição de ensino em Aracaju
Prejuízo está avaliado em torno de meio milhão de reais Cotidiano 08/08/2017 10h17 - Atualizado em 08/08/2017 10h31Um grupo responsável por aplicar golpes contra uma instituição de ensino superior de Sergipe foi preso pela Delegacia de Defraudações e Combate à Pirataria (DDCP), nesta segunda-feira (7). O prejuízo, segundo a polícia, está avaliado em torno de meio milhão de reais. Dois homens eram responsáveis pelo desfalque.
A operação, denominada "Cavalo de Tróia", conseguiu realizar as prisões de Marx Diego de Melo, 35; Anne Kledja de Almeida Rocha, 32; Akilles Alberto Silva de Lima, 27, e Arianne de Almeida Rocha, 26. As capturas ocorreram nos bairros Ponto Novo e Coroa do Meio.
Segundo a delegada Rosana Freitas (foto), as investigações iniciaram em abril deste ano, quando diretores da Instituição procuraram a delegacia para relatar possíveis fraudes que estariam sendo cometidas em prejuízo à unidade de ensino.
"O sistema fraudulento, que acontecia desde 2014, foi descoberto por meio de uma aluna que, ao se encaminhar à instituição e solicitar o reembolso do Fies, descobriu que o sistema dava como pago, mas o dinheiro não estava em conta. Ao desconfiar, a Instituição realizou uma auditoria interna, onde foi constatado que outros pagamentos realizados por alguns alunos não constavam no caixa da faculdade. Imediatamente o caso foi denunciado e em abril as investigações foram iniciadas", explicou a delegada.
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O crime era cometido pelo então funcionário e técnico em informática, Marx (de óculos), que fraudava todo sistema financeiro desde o ano de 2014 e passava todos os dados dos alunos para Akilles, ex-aluno da instituição, que ficava encarregado de contatar ou abordar os estudantes. Também foram presas as irmãs Anne e Arianne, esposas dos acusados que, pelo o que aponta as investigações, seriam as responsáveis por receber a quantia.
Ainda segundo Rosana Freitas, a polícia teve auxílio da própria equipe de TI da instituição, que conseguiu descobrir que Marx havia feito sete fraudes no sistema em uma semana. “Os alunos foram ouvidos e afirmaram que eram contatados por Akilles, que propunha desconto nas mensalidades atrasadas. Uma parte do valor pago ficava com ele e a outra com Marx, que dava baixa na mensalidade sempre com a data do mês anterior”, ressaltou.
Ainda durante operação foram apreendidos computadores, notebooks e aparelhos de telefone celular, além de dois veículos (um BMW/320I e um GM/Celta). Por decisão da polícia, as acusadas Anne e Arianne não tiveram a imagem revelada por se tratarem de prisões temporárias.
Com informações e fotos da SSP/SE

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