Quimioterapia volta a funcionar no Cirurgia, mas Radio continua parada
Cotidiano 11/04/2016 12h21Da Redação
O serviço de Radioterapia no Hospital de Cirurgia, em Aracaju (SE), não voltou a funcionar nesta segunda-feira (11), dia que estava previsto pela diretoria da unidade hospitalar. O procedimento está parado há mais de 10 dias e somente no sábado, 9, o cabo do colimador – peça que havia quebrado – chegou do Estado de Minas Gerais para o depósito do Correio da capital.
O técnico responsável pela manutenção do equipamento também chegou de São Paulo, no entanto, a peça que substituirá a que quebrou ainda não foi entregue. Segundo a assessoria de comunicação do Cirurgia, o serviço deve voltar a funcionar, provavelmente, na terça-feira (12), após a instalação e realização de testes.
Em torno de 60 pacientes precisam da radioterapia, de acordo com informações passadas pela representante do Mulheres do Peito, Sheyla Galba. São realizadas uma média de 70 sessões por dia, segundo o hospital.
Quimioterapia
Já o serviço quimioterapia – que estava parado há mais de 40 dias – foi retomado hoje, mas de forma gradativa. Pacientes já começaram a receber ligações, desde a sexta, para marcar as sessões, segundo Galba.
O Hospital não informa a quantidade de pacientes que realizam a quimio por dia, porque segundo a assessoria a quantidade e frequência variam de mês a mês e de paciente, pois depende da questão do ciclo de quimio. Mas o grupo Mulheres de Peito estima que sejam cerca de 30 pacientes. Cada sessão dura de três a cinco horas e é realizada semanalmente ou a cada 21 dias.
A assessoria justifica o atraso diante da dificuldade em receber pelos serviços prestados ao SUS por parte da Prefeitura. Por conta disso, o Cirurgia teve dificuldade em pagar seus fornecedores, entre eles, a Onco Cirurgia, uma clínica particular contratada para atender os pacientes oncológicos em termo de ambulatório, atendimento clínico e quimioterapia. “Foi feito o pagamento no começo da semana passada e a administração do Cirurgia já fez a compra dos medicamentos, só que infelizmente nenhum deles foi adquirido no Estado de Sergipe. A gente só estava aguardando os medicamentos chegarem”, lembra.
Porém, Sheyla Galba aponta, novamente, a falta de prioridade e importância dada para o término da construção de um prédio ao lado do Cirurgia, que deve servir para hospital de câncer.
“Está em construção há décadas, mas só falta acabamento. As duas casas estão prontas, sala de tomógrafo, mais de 30 salas que podem ser consultório ou podem ser apartamento, no último andar é uma sala enorme só de quimioterapia. O prédio está pronto, a instalação elétrica e hidráulica pronta. Se tivessem dado valor e importância, prioridade para essa construção, não estaria o caos que está na Oncologia. Ali cabem duas máquinas, uma poderia trabalhar particular e a outra pelo SUS; ficariam três máquinas no Estado (que não é o suficiente), mas já dá um suporte para quando quebrasse outra”, acredita.
Sheyla afirma que aguarda posicionamento do Cirurgia, mas tenta por outros meios viabilizar o local para os pacientes. “Já fui atrás de muita gente e ninguém faz nada. Estou tentando com o Cirurgia, lá tivemos uma reunião e disseram que o que a gente precisar vão nos dar apoio. O diretor falou que tem dois anos que tenta licitação, mas não consegue”, lamenta.

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