Radialistas sergipanos discutem liberdade e segurança no trabalho
Cotidiano 20/07/2015 11h01

No último sábado (18), radialistas sergipanos da capital e do interior tiveram a oportunidade de discutirem questões relativas a cobertura política no rádio. O segundo encontro promovido pelo Sindicato dos Radialistas de Sergipe, em parceria com a organização internacional Artigo 19 e com o apoio da Federação dos Radialistas do Brasil (Fitert), contou com a presença de aproximadamente cinquenta  profissionais que tiveram a oportunidade de dividirem as experiências e as dificuldades de cobrirem temas relacionados a política em diferentes regiões do Estado.

Muitos profissionais lidam com problemas semelhantes, como agressões verbais e físicas, controle editorial e dificuldade de cobertura e acesso à informação em períodos eleitorais e todos esses temas foram expostos e discutidos entre todos os presentes.

A questão da violência contra radialistas foi trazida por profissionais do interior, que lembraram também a falta de resposta do Estado sergipano às medidas de segurança solicitadas pelos radialistas presentes no primeiro encontro, realizado em fevereiro de 2014. Por isso, os profissionais presentes decidiram redigir uma nova carta reforçando os pedidos da primeira e acrescentando os pontos discutidos nesse segundo momento.

O encontro contou ainda com uma oficina jurídica sobre processos judiciais, uma realidade para muitos dos radialistas presentes. A advogada da ONG Artigo 19, Camila Marques, apresentou aos participantes dados e informações a respeito dos processos judiciais movidos contra comunicadores no Brasil, além de argumentos importantes e que podem ser utilizados para defender a liberdade de expressão desses profissionais, baseando-se no direito nacional e internacional. Casos emblemáticos ilustraram a oficina, como o do jornalista sergipano, Cristian Goés, condenado por uma crônica.

"Nossa principal intenção com esses encontros é que os comunicadores tenham a oportunidade de trocar ideias e, sobretudo, dividirem experiências que mostrem que eles não estão sozinhos nos desafios que encontram para desempenharem suas atividades. Pelo contrário, as violações aos profissionais de comunicação são sistemáticas e quanto mais os profissionais perceberem isso, maior a capacidade de atuarem de maneira coletiva e darem maior visibilidade as suas causas", afirma Júlia Lima, responsável pela área de Proteção da Liberdade de Expressão da Artigo 19.

Ideias para próximos encontros já surgiram. Ética profissional e participação da mulher nos meios de comunicação sergipano foram alguns dos temas levantados pelos participantes. Para o Sindicato dos Radialistas de Sergipe (STERTS), este seminário fortaleceu a formação e a consciência crítica da categoria. “O debate deu uma nova visão de como deve ser feita a cobertura política segura, levando consequentemente minimizar os riscos de processos na justiça, pois atualmente o número de companheiros processados é muito grande”, afirmou o radialista Fernando Cabral, presidente do STERTS.

Fonte e foto: STERTS

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