Reclamações contra planos de saúde aumentam em Sergipe
Cotidiano 23/07/2013 17h53Por Fernanda Araujo
Dados da Agência Nacional de Saúde (ANS) atestam um aumento geral no número de reclamações contra operadoras de planos de saúde, quadro que, em Sergipe, se reproduz de maneira alarmante: o número mais que dobrou de junho de 2011 a maio de 2013.
A Unimed lidera o ranking das empresas envolvidas em queixas, com aumento de 0,38% para 2,11% no período. A Hapvida passou de 0,78% para 1,23% e a Plamed de 0,84% para 1,88% de reclamações. Os índices dessas três empresas são superiores à média geral das empresas de mesmo porte em todo o país.
Segundo a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor de Sergipe (Procon), de janeiro a maio de 2012, foram 33 atendimentos registrados, número que, no mesmo período deste ano, caiu para 17. O índice de resolutividade em 2012, ou seja, de processos solucionados, foi de 56,25%. Já em 2013 alcança 88.89%. A empresa que lidera o ranking é a Hapvida, seguida da Unimed.
Das principais reclamações registradas desde 2011, em primeiro lugar aparecem os contratos, com relação à negativa de cobertura, abrangência e reembolso. Em segundo, reclamação quanto ao não cumprimento da oferta, e em terceiro lugar em relação ao SAC, acesso ao serviço, onerosidade, indisponibilidade e inacessibilidade.
O diretor do Procon, Luiz Roberto Azevedo, diz que reclamações contra planos de saúde têm aumentado ao longo dos anos, por isso, configura-se também a necessidade dos planos de saúde aumentarem a sua capacidade e qualidade dos serviços.
“Tem aumentado até porque estão mais acessíveis à população, quanto mais acessível à população quer contratar plano de saúde. Então, quanto mais pessoas contratando, o risco é maior de ter problemas em relação ao plano”, afirma.
No entanto, segundo ele, essas insatisfações não são alarmantes, se comparadas aos índices contra operadoras de telefonia, cartões de crédito e bancos. “Mas é claro que preocupa, toda a reclamação que chega ao Procon atendemos cada um da mesma forma, sempre atentos”, diz.
Soluções
Dentre várias reclamações, o diretor assegura que o índice de soluções no órgão também tem aumentado. Os dados apontam que desde o ano passado, até o momento, foram 699 atendimentos, destes 171 viraram processos, tendo 76% dos casos solucionados.
“Isso significa dizer também que está aumentando o plano de saúde e há uma continuidade dos serviços serem prestados de uma forma mais acessível ao consumidor. É muito difícil uma empresa não querer resolver aqui até porque vai ser um gasto a menos. Apesar de que tem muitos casos que chegam ao Procon e o órgão não tem a competência legal de resolver, mandamos para o judiciário. Nossos índices de resolução são acima da média nacional. Por exemplo, em 2012 tivemos índice de resolutividade de 79,3% geral, enquanto a média nacional ficou em 60%”, conta Luiz Roberto.

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