Redes sociais: O diário da vida de cada um
Cotidiano 05/04/2014 12h51

Por Marcio Rocha

As redes sociais ganham cada vez mais espaço na vida das pessoas. Com o acesso democratizado a computadores e aparelhos celulares que promovem a interação entre as pessoas por meio de aplicativos de conversas à distância, fazer parte de uma rede social já é um hábito enraizado na cultura das pessoas de mais variadas idades.

Consideradas atualmente o principal mecanismo de integração entre as pessoas, é raro encontrar uma pessoa que não seja participante de uma rede social com os mais variados objetivos, como a participação em festas (foto principal).

Para o jornalista paulista radicado em Aracaju, Gilberto Ribeiro (à direita), com larga experiência na área de comunicação, tendo inclusive, passado por grandes emissoras de nível nacional, como Globo e SBT, as redes sociais são o melhor meio de interagir e conhecer pessoas, com quem se desenvolve amizades duradouras. Para ele, as redes facilitam o contato com os filhos, amigos e parentes que estão distantes, morando em outros lugares.

“O que me atrai é a proximidade entre as pessoas, a liberdade que você tem em se expressar. As redes fazem parte da minha vida sim, no momento em que estou me comunicando com filhos que vivem em outros Estados ou países. Sem falar dos amigos do passado e parentes que não vejo há muitos anos”, disse o jornalista que é dono de uma grande composta por cinco mil amigos no Facebook e considerado uma das pessoas mais influentes no Twitter do Brasil, com um poderoso perfil composto por 127 mil seguidores.

Nas redes sociais, existem pessoas que usam seus perfis para trabalho, diversão e algumas com comportamento hedonista, em busca até de prazeres momentâneos. Para Gilberto Ribeiro, a questão de hedonismo é relativa a vários fatores, até mesmo à carência afetiva das pessoas.

“Cada caso é um caso, mas existem as pessoas que se expõe demais nas redes, sim. Depende do grau de solidão de cada uma e do grau de simplicidade que cada uma carrega dentro de si. O importante é não dividir as pessoas em grupos, ter a humildade de aglutinar todos em seu convívio, valorizando sua comunicação, fazendo com que ela chegue sempre mais longe e contribuir para que as pessoas se sintam importantes fazendo parte da rede”, comentou.

O funcionário Público Thiago Silva (foto), disse buscar nas redes sociais, não apenas amizades, bem como informações. Para ele, a mídia social substitui o antigo diário íntimo das pessoas. Contudo, com a divulgação das ações de cada integrante.

“Hoje as pessoas acham que as redes sociais são aqueles diários que era usado pelos jovens que escreviam tudo sobre suas vidas. Só que, diferente daquele diário que era mantido em segredo, as pessoas fazem questão de expor ate a própria respiração”, afirmou ele que complementou a informação indicando que não conseguiria se afastar da mídia social. “Viver hoje sem rede social é muito complicado eu não sei como sobreviver sem ela”, comentou, assumindo sua dependência.

Fazer parte de uma rede social é considerado obrigatório entre jovens. Com elas, as pessoas criam mais condições de sociabilidade.

“Ser parte de uma rede social faz com que nos sintamos mais livres, mais abertos com as pessoas. Isso nos leva para uma maior amplitude de conhecimento público, colocando assim não apenas nossa vida em exposição para nossos amigos e ganhar novas amizades, bem como ter uma possibilidade de crescimento profissional, por redes como o LinkedIn, entre outras”, destacou o estudante Paulo Gomes.

Imagem Principal: Joás Sanct

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