Renais crônicos não conseguem vaga para tratamento em Sergipe
Cotidiano 20/10/2017 12h00 - Atualizado em 20/10/2017 12h51

Por Fernanda Araujo

Pacientes renais crônicos estão sem conseguir realizar hemodiálise por falta de vagas em clínicas de Aracaju (SE). Hoje, 28 pessoas estão represadas no Hospital de Urgência (Huse), mas o número de pacientes que aguardam o tratamento é bem maior, segundo a Associação dos Renais Crônicos (Arcrese).

O presidente da instituição, José Lúcio Alves, afirma que vários pacientes que estão fora do Huse ainda aguardam pelo tratamento em lista de espera do Núcleo de Controle, Avaliação, Auditoria e Regulação (Nucaar), da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Aracaju.

“Esse paciente corre o risco eminente de morte. Temos casos de pacientes que não estão no Huse ainda, que já procuraram o Nuccar e o Nuccar disse que vai colocar numa lista de espera até que apareça uma vaga. Ou seja, fora os 28 no Huse nos informaram que tem uma lista grande no Nuccar”, relata Lúcio Alves.  

O problema surgiu após uma intervenção da Vigilância Sanitária Estadual na Clínica do Rim, que presta o serviço no município de Itabaiana, agreste do estado, o que levou à suspensão das atividades devido a irregularidades. Os pacientes tiveram que ser transferidos para a capital, o que levou à superlotação das outras três clínicas conveniadas: Clinese, Nefroclínica e Hospital do Rim.

“As clínicas estão no limite. A maioria dos pacientes renais só descobre que é renal crônico quando a doença chega ao estágio terminal. Quando chega ao hospital, geralmente, ele vai para o Huse, que é de portas abertas para esse tipo de urgência, tem que ser estabilizado, começar a fazer a hemodiálise e depois que estabiliza ele tem que ser encaminhado para tratamento ambulatorial nas clínicas”, explica.

Em nota, a SMS informou que atualmente as três unidades de saúde estão funcionando em 100% de suas capacidades, mas, mesmo assim, não têm conseguido suprir, de forma plena, a grande demanda encaminhada de uma só vez nos últimos dias.

A secretaria disse ainda que, antes da interdição ocorrer em Itabaiana, o atendimento oferecido via gestão municipal comportava de forma eficaz os pacientes que necessitavam desse tratamento na capital. “Assim que a situação for resolvida em Itabaiana, o fluxo na capital deve voltar à sua normalidade”, conclui a nota.

Foto: arquivo F5 News

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