Repasses para hospitais filantrópicos só devem ser regularizados em 2018
Falta de recursos agravam crise nas unidades da capital sergipana Cotidiano 14/11/2017 12h15 - Atualizado em 14/11/2017 14h53Por Fernanda Araujo
A Prefeitura de Aracaju informou na segunda-feira (14) ao Ministério Público de Sergipe que só vai regularizar os repasses aos hospitais filantrópicos em fevereiro de 2018. A proposta, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), está sendo negociada com o Cirurgia, São José e Santa Isabel, que chegaram a ameaçar fechar as portas.
“As três entidades estão cientes de toda nossa situação e suas equipes diretivas estão em diálogo constante conosco, em um processo de ajustes para a concretização desses pagamentos”, afirma a assessoria de Comunicação da secretaria. A forma de pagamento na nova proposta ainda não foi determinada.
O Município chegou a fazer um acordo com os hospitais para a regularização dos repasses que estavam atrasados, quando seria depositada a primeira parcela até o final do mês passado. Porém, a prefeitura não conseguiu cumprir o acordo, segundo a administração, por dificuldades financeiras.
“Mas as partes referentes ao Estado e ao Governo Federal estão sendo repassadas tão logo ficam disponíveis. O Estado repassa a parte deles por volta do dia 30, e a União por volta do dia 15. Juntos, esse montante representa cerca de 90% do valor dos contratos, ficando em negociação constante os recursos oriundos do tesouro municipal, que equivale a 10%”, completa a SMS.
Segundo os hospitais, as finanças seguem abaladas para pagar fornecedores e profissionais que paralisaram suas atividades, além de cirurgias e novos internamentos que foram suspensos. O Hospital São José diz não ter condições de manter o funcionamento de alguns serviços até o próximo ano sem o pagamento.
A assessoria jurídica da unidade afirmou ao F5 News que já oficiou a SMS informando a suspensão dos serviços que são cofinanciados pela prefeitura “ante a extrema dificuldade financeira causada única e exclusivamente pelo Município”, conforme disse a advogada da unidade, Carolina Teixeira. Ela acrescenta que o hospital não concorda com a proposta da Saúde e será encaminhada uma contraproposta à secretaria.
O Conselho e a direção do Cirurgia estiveram reunidos na manhã de hoje e ainda avaliam qual decisão será tomada.

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