Reposições de aulas na rede estadual não estão garantidas
Sintese não quer corte do ponto. Seed diz que corte está mantido
Cotidiano 22/06/2015 14h42

Por Will Rodrigues

Cerca de 170 mil alunos das 356 unidades que fazem parte da rede estadual de Sergipe retornaram às salas de aula nesta segunda-feira (22), após 30 dias de greve dos professores. Entretanto, os estudantes ainda não sabem se as aulas que deixaram de ser ministradas por conta da paralisação serão repostas.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Sergipe (Sintese), Ângela Melo, se o corte do ponto, referente aos dias em que os professores ficaram parados, for mantido, ficará inviável repor as aulas. “Os professores respeitam os pais e os alunos e esperamos contar com a compreensão do governador Jackson Barreto, por toda sua história política, contudo se o ponto for cortado nós não teremos como cumprir os 200 dias letivos. Entramos com o mandato de segurança para que o ponto não fosse cortado, mas não temos resposta sobre ele”, afirmou Melo.

O assessor de comunicação da Secretaria de Estado da Educação (Seed), Elton Coelho, disse em entrevista a F5 News que está mantido o corte de ponto dos professores que permaneceram em greve mesmo depois que a ilegalidade do movimento foi decretada pela Justiça.

Em nota divulgada nesta segunda, A Seed informou que equipes pedagógicas e diretivas das escolas já se reúnem e programam reorganização do calendário acadêmico, que levará em conta o cumprimento de trabalho dos 200 dias, conforme determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

No Colégio Estadual Professor Gonçalo Rellemberg Leite, em Aracaju, por exemplo, o corpo docente optou pela realização de simulados. "Principalmente para os alunos do ensino médio que cursarão o ENEM, estamos propondo aos professores a realização de atividades extraclasse para melhor preparar nossos alunos para esta importante prova", afirma a diretora Jussara Melo.

No Colégio Atheneu Sergipense, zona Sul da capital sergipana, o diretor Genaldo Freitas, propôs aos professores a realização de revisões aos sábados e horários alternativos.

O diretor do Colégio Estadual Presidente Emilio Garrastazu Médici, no bairro Luzia, Wilton de Oliveira, afirma que a greve tirou o ritmo de estudo, mas que agora haverá o andamento do ano letivo da unidade. Segundo ele, os devidos ajustes no calendário "já estão sendo feitos e posso garantir que os alunos não serão prejudicados".

*Com informações da Seed

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