Reunião entre servidores da Saúde e PMA termina sem acordo
Cotidiano 15/08/2017 12h20 - Atualizado em 15/08/2017 14h02Por Fernanda Araujo
Em greve há mais de 40 dias, enfermeiros e agentes comunitários de saúde e endemias de Aracaju (SE) realizaram um ato, na manhã desta terça-feira (15), em frente à Prefeitura. As categorias continuam cobrando uma resposta da gestão municipal sobre a recomposição salarial, aumento do percentual de insalubridade e também um estudo de impacto financeiro.
“Já são 48 dias de greve e, infelizmente, a prefeitura não senta com as categorias e só se posiciona através da mídia, mas a gente espera o mínimo de respeito com os trabalhadores da Saúde. Ele (o prefeito Edvaldo Nogueira) prometeu em campanha avançar na pauta trabalhista e, no entanto, o que temos presenciado é ameaça de atrasar e parcelar salário. Pagar salário em dia não é mais que obrigação”, afirma Vinícius Ribeiro, presidente do sindicato de endemias (Sacema).
Os servidores cobram um estudo das receitas e despesas da prefeitura, para que se comprove o motivo de não haver o reajuste. Durante o ato, os representantes sindicais foram recebidos pelo secretário municipal de Planejamento, Augusto Fábio, e pela secretária da Saúde, Waneska Barbosa. Na reunião a portas fechadas, o secretário disse que o primeiro estudo solicitado pelas categorias já foi apresentado e, no momento, não há condições de reajuste.
Os servidores afirmam que saíram da reunião frustrados. “Fomos recebidos, mas efetivamente não se resolveu nada, mais uma vez, na verdade precisamos sentar com o prefeito”, afirma Ribeiro. Em assembleia, ainda em frente à PMA, as categorias decidiram manter a greve.
Durante a paralisação, a escala de plantão permanece com 50% dos profissionais enfermeiros nas unidades de Urgência e Emergência e 30% trabalhando nas Unidades de Saúde da Família. O efetivo dos agentes de saúde também permanece em 30% - em Aracaju são mais de mil profissionais entre comunitários e agentes de endemias.
Em nota, a assessoria da prefeitura afirmou que no 3º encontro os sindicatos apresentaram nova demanda, relativa à recomposição salarial, com base nos últimos quatro anos, a qual chega a um percentual de 20,5%. Sobre a nova solicitação, o secretário do Planejamento se comprometeu a apresentar um estudo de impacto financeiro específico, em face do fluxo de caixa do tesouro municipal e do cenário econômico nacional.
"O estudo será apresentado nos próximos dias, em nova reunião que será convocada pelos gestores municipais. Sobre as reivindicações feitas pelos sindicatos nas reuniões anteriores, a secretária Waneska e o secretário Augusto Fábio mostraram, novamente, o impacto financeiro baseado nas primeiras demandas expostas pelos sindicatos – a revisão da base de cálculo de insalubridade e a aferição da exposição a fatores de risco – e informaram que comissões foram criadas para estudo específico de cada questão. A Prefeitura de Aracaju informa que, a todo o momento, foi priorizado o respeito da administração com as categorias, a relação transparente com as mesmas e a busca por critérios técnicos na medição das questões apresentadas", conclui a nota.
Foto: F5 News
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