Rodoviários descartam paralisação até o encerramento de negociações
Cotidiano 25/03/2014 11h30Por Fernanda Araujo
Em assembleia na manhã desta terça-feira (25) os rodoviários de Sergipe decidiram esperar por novas negociações e não entrar em greve. A contraproposta do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp) – colocar 5,39% de inflação acumulada de março a fevereiro no salário e no ticket alimentação em espécie de abono até agosto, e em setembro incorporar – foi apresentada à categoria, mas não foi aceita. No entanto, os motoristas e cobradores só entrarão em greve caso não haja avanço.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sinttra), Miguel Belarmino (abaixo), já havia antecipado a F5 News que desacreditava na aprovação da contraproposta. Os trabalhadores vão continuar com indicativo de greve, e o sindicato vai pedir uma mediação à Superintendência Regional do Trabalho (SRT) para prosseguir com a negociação, apesar de estarem no final da data base. “Se depois de encerradas todas as negociações não houver avanço, marcaremos o dia da paralisação”, disse Belarmino.
A categoria iria parar a partir da meia-noite do dia 2 de abril, mas a medida não será realizada devido à abertura de negociação com os patrões. Belarmino afirmou que os empresários disseram que só poderiam dar o aumento salarial, ou seja, reajuste de 16%, [uma das reivindicações da negociação coletiva de trabalho do biênio 2014/2015] caso a tarifa da passagem aumentasse para R$ 2,71 – possibilidade que foi descartada pela Prefeitura de Aracaju e pela SMTT.“Mas, nós rodoviários não podemos esperar por essa tarifa, todo mês de março a gente tem que ter o nosso salário já determinado o reajuste, e problema de tarifa é entre empresário e Prefeitura, os rodoviários querem seu salário apesar de que, com o aumento da tarifa, 40% desse reajuste vai para a mão-de-obra, mas no nosso entender o direito do rodoviário é o reajuste salarial”, afirmou Belarmino.
A pauta de reivindicações dos trabalhadores foi definida no dia 28 de fevereiro e, em seguida, entregue ao Setransp. Entre as que não foram atendidas estão a exclusão da cláusula 40º da convenção coletiva que prevê desconto referente aos danos nos veículos, e aumento de 20% no valor do ticket de alimentação.
Matérias relacionadas
Rodoviários podem paralisar atividades a partir de 2 de abril

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
