Saiba quando o vício em videogame pode ser considerado doença
Cotidiano 24/01/2018 07h33

Benéfico para o desenvolvimento cognitivo da criança, o uso do videogame ainda é uma questão que desperta discussões por parte de pais, professores e psicólogos que não banalizam o uso, já que desperta funções importantes no cérebro para a vida intelectual e prática, como a atenção, memória, raciocínio lógico e estratégias. Mas, seu uso por tempo indeterminado e sem limite, pode dificultar a concentração da criança, para isso, estabelecer um horário para esse tipo de diversão é essencial.

“É uma nova doença que está se configurando como uma dependência dos jogos eletrônicos, doença dos tempos modernos, o alerta é de acompanhar o filho, as mudanças de sono, de comportamento, passar sempre a noite pelo quarto para verificar o que ele está fazendo, estar em contato e fiscalizando os horários de maneira amigável, porque está se configurando como uma dependência e que vai atrapalhar a sociabilidade, as relações familiares e escolar”, alertou a psiquiatra do Huse, Zaíra Maciel.

Ela explica ainda que se chegar num ponto grave, a criança ou adolescente deve ser encaminhado ao psiquiatra para uma conversa e até iniciar um tratamento adequado com psicólogo ou terapeuta. “Se não apresenta riscos, a família deve inserir ainda mais a criança no convívio familiar, diversificando as atividades, ter amigos reais e não virtuais. As pessoas conversam mais no celular que com os próprios amigos. Procurar o tratamento correspondente que é feito com psiquiatra e psicólogo”, disse.

Outra questão que deve ser observada é a respeito dos tipos de jogos que estão sendo utilizados pelas crianças. Jogos eletrônicos violentos podem estimular um comportamento de agressividade. A técnica de enfermagem Rose Alves, lembra que o filho de 9 anos estava com preguiça para estudar e dormindo tarde por causa das brincadeiras no computador.

“Tomei uma atitude e determinei horários para que ele ficasse na frente do computador jogando. Se ele me desse resultados na escola, o final de semana ele podia ficar jogando no computador. Fizemos uma troca e vem dando bons resultados, ele estuda e eu autorizo o videogame”, ressaltou.

 

Fonte: Ascom SES

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