SAMU: Equipamentos deixam de ser desinfetados por falta de água
Além disso, remédios perdem a validade pela falta de refrigeração
Cotidiano 09/01/2014 12h10

Por Laís de Melo

Quatro ambulâncias de suporte básico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), e uma de suporte avançado deixaram de prestar serviços à população e estavam estacionadas no pátio da base localizada no Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE) durante a manhã desta quinta-feira (09). De acordo com o presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulâncias, Adilson Ferreira, elas permanecerão paradas por causa da falta de condições de trabalho, falta de materiais necessários e de água.

Em primeiro lugar, de acordo com o presidente, a falta de água e problema de manutenção na rede impedem que os materiais e a própria base sejam higienizados. “Tem meses que tem esse problema de falta de água. É uma imundicie; você não pode nem sentar no vaso, é crítico", revelou.

O presidente acrescentou, porém, que essa questão não é responsabilidade da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso). “É falta de manutenção da Fundação Hospitalar de Saúde em todas as bases. Falta caixa de água a mais, falta manutenção, falta muita coisa”, disse.

Adilson ainda reiterou que muitas vezes as ambulâncias ficam impossibilitadas de funcionar, porque não existe a desinfecção do material. “Além do HUSE muitas vezes pegar e não devolver, as ambulâncias ficam sem a prancha porque está lá dentro sem poder lavar. Como vai desinfetar sem a água? As pranchas ficam lá, sujas de sangue”, disse.

E não é só por falta de água que o atendimento é prejudicado. A técnica de enfermagem Márcia Lira (foto à esquerda) mostrou que a falta de refrigeração nas ambulâncias deixa os medicamentos expostos ao calor, o que pode comprometer sua eficácia. “As unidades estão sem ar condicionado, os medicamentos ficam acondicionados e guardados em um ambiente muito quente, então, nós perdemos a certeza de que aquele remédio vai fazer efeito”, disse.

“Nós, profissionais, queremos uma solução. Nós temos medo, sabe por quê? Nós trabalhamos para prestar atendimento, e não sofrimento ao paciente”, concluiu Márcia.

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