São Cristóvão: moradores não têm reservatórios e são prejudicados pela falta de água
Cotidiano 06/07/2017 15h35 - Atualizado em 07/07/2017 13h13Por Nathália Passos
Moradores da cidade de São Cristóvão, na região metropolitana de Sergipe, reclamam da falta de água no município.
Segundo o presidente do Movimento Acorda São Cristóvão, Nelio Miguel, a atual administração do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), que foi indicada pelo atual prefeito Marcos Santana, aumentou a taxa mínima de água em mais de 30% do seu valor.
“O problema é que população não está vendo o retorno dos valores pagos. A população de São Cristóvão já sofre há muitos anos com falta de água, recentemente os problemas foram minimizados, nunca deixou de faltar, mas sempre retornava no dia seguinte”, disse Nelio.
De acordo com ele, o centro histórico está há mais de cinco dias sem água e o SAAE e a prefeitura não tentaram minimizar os transtornos causados pela falta de abastecimento.
“Não se vê carros pipas nas ruas para auxiliar os moradores, outro ponto critico é que falta de água atrapalha as atividades dos prédios públicos”, afirma Miguel.
Segundo o assessor de comunicação da prefeitura, Jaime Neto, ocorrem duas situações no município. Na cidade baixa, nos dias chuvosos, há um grande acúmulo de água nos equipamentos, o que leva a equipe de manutenção a desligar esses equipamentos para poder tratar a água, e voltar a abastecer normalmente, serviço que toma de um a dois dias.
Já na cidade alta, ainda segundo Jaime, inúmeras interrupções no fornecimento de energia vêm acontecendo desde a última segunda-feira (3) na rede elétrica da captação do Muniz, consequentemente interferindo diretamente no abastecimento da localidade.
“Qualquer coisa que aconteça, falta de energia, parada para limpeza de reservatório, a população fica sem água, pois eles não têm nenhum reservatório em casa para suprir a necessidade nos dias que o abastecimento for interrompido”, disse.
O assessor ainda afirma que os procedimentos de manutenção dos reservatórios são necessários e sabe que a população acaba sendo prejudicada. “Havia reservatórios que não eram limpos há 30 anos, imagine quanta sujeira foi acumulada nesse tempo. Por isso tivemos que parar os equipamentos para limpar, mas a situação aos poucos está sendo resolvida, tanto a prefeitura como a SAAE vêm tentando minimizar esses problemas”, afirma Jaime.
F5News tentou entrar em contato com o diretor da SAAE para esclarecer esses problemas, porém, até a publicação da matéria, não teve êxito.

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