São Francisco: começa 3ª etapa da fiscalização em Sergipe
Ação em defesa do meio ambiente será realizada em dez municípios
Cotidiano 25/09/2017 09h24 - Atualizado em 25/09/2017 09h53

Por F5 News

Começou nesta segunda-feira (25) a terceira fase da Fiscalização Preventiva Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (FPI do São Francisco) em Sergipe. A ação ocorre em dez municípios sergipanos visando combater aos prejuízos aos patrimônios ambiental, histórico e cultural.

Desmatamento, captação irregular e abastecimento de água, gerenciamento de resíduos sólidos, extração irregular de minérios, comércio de animais silvestres e  pesca predatória são alguns dos danos ambientais que estão no foco das 29 instituições que integram a Força-Tarefa.

 “O objetivo é proteger o meio ambiente natural e cultural da Bacia do rio São Francisco e melhorar a qualidade de vida do povo da região, por meio de ações planejadas e integradas de conservação e revitalização”, afirma a procuradora da República Lívia Tinôco, coordenadora da FPI.

Segundo a promotora de Justiça Allana Raquel Monteiro, que também coordena a Fiscalização, “embora a FPI tenha o intuito de promover ações educativas e preventivas, quando for detectado o não atendimento às exigências legais ambientais durante as inspeções, serão adotadas medidas administrativas, extrajudiciais ou judiciais cabíveis no âmbito cível e criminal”.

Audiência Pública

Ao final da operação, será realizada audiência pública para apresentar os resultados da FPI para os gestores municipais, representantes da sociedade civil e organizações sociais da região. A reunião será no dia 06 de outubro.

Em 2016, Sergipe participou da Fiscalização Preventiva na tríplice divisa com os Estados Bahia e Alagoas. Em Monte Alegre, foram apreendidas 10 toneladas de madeira e 2.500 kg de requeijão e manteiga. Em Nossa Senhora de Lourdes, a FPI flagrou mais de 1300 litros de agrotóxicos vendidos irregularmente. Dois matadouros de Porto da Folha foram interditados por falta de higiene.

Também foram descobertas 23 novas cavernas 11 sítios arqueológicos subaquáticos. Nas duas semanas de fiscalização, mais de mil animais silvestres foram resgatados e desses, mais de 500 devolvidos à natureza.

O Velho Chico possui área de aproximadamente 641.000km², com 2.863km de extensão. Atualmente suas águas servem para abastecimento e consumo humano, turismo, pesca e navegação. Ao longo dos anos, vítima da degradação ambiental do homem e da exploração das usinas hidrelétricas, o Rio São Francisco tem pedido socorro. 

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