Sargento Edgard é mandado mais uma vez para a tranca
Militar foi preso após levar documento em associação
Cotidiano 22/03/2014 20h00

Por Marcio Rocha

O sargento Edgard Menezes, vice-presidente da Associação dos Militares de Sergipe (Amese), foi preso no início da tarde deste sábado (22), por crime de abandono de posto de trabalho e uso de viatura policial para executar serviço particular.

De acordo com informações apuradas por F5 News, o militar foi levado para a corregedoria da Polícia Militar, minutos após chegar na associação para levar um documento. Um oficial da PM que estava no quartel central recebeu a ordem de prender o sargento, assim que ele saísse da Amese, onde se encontravam outros líderes de associações. No momento, o sargento Jorge Vieira, presidente da associação, não estava no local, por estar de serviço.

Segundo militares que estavam no local da reunião, o sargento Edgard foi para a associação em seu próprio carro, durante seu horário de almoço, já que também estava de serviço. Entretanto, mesmo assim o levaram para a “tranca”, nome que os militares dão às prisões administrativas.

Uma grande quantidade de policiais militares se aglomeraram na porta da corregedoria da PM, para acompanhar os desdobramentos da prisão do líder classista. Várias associações de policiais militares disponibilizaram assessoria jurídica para auxiliar Edgard no momento de sua prisão. A própria Amese, por meio dos advogados Márlio Damasceno, Clay Anderson e Plínio Karlo, além da Associação de Oficiais Militares de Sergipe (Assomise), por meio do Major Adriano Reis e Associação de Praças de Sergipe (Asprase), com o Sargento Anderson Araújo, se manifestaram com seus advogados e marcaram presença durante a oitiva de Edgard.

O deputado estadual Capitão Samuel foi até o local para dar assistência ao sargento Edgard e disse que a prisão de Edgard significa uma afronta aos direitos dos policiais militares e seus representantes legitimados. A reportagem F5 News tentou contato com Edgard, que apenas chorou ao telefone e disse que estava preocupado com sua esposa, que se encontra no sétimo mês de gestação e entrou em estado de choque ao saber da prisão do marido. Edgard disse confiar na justiça e negou que estivesse praticando qualquer crime, pois não usou viatura policial, nem estava no horário de serviço quando esteve na Amese e foi levado para a tranca.

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