Saúde descarta oito casos de microcefalia ligada ao zika em Sergipe
Segundo a pasta, outros 179 casos estão sendo investigados no Estado Cotidiano 13/02/2016 11h09Da Redação
O Ministério da Saúde ainda não confirma a relação do vírus Zika com nenhum dos casos de bebês que nasceram com microcefalia em Sergipe, mas a Secretaria da Saúde (SES) já descartou oito dos 186 casos notificados até esta sexta-feira (12). A pasta ainda investiga 179 notificações de malformações em recém-nascidos no estado. Em relação à semana passada, são oito novas notificações.
De acordo com o último boletim divulgado pela SES, os casos de microcefalia foram registrados em 49 municípios sergipanos, a maior parte deles (44) em Aracaju. Este ano, já foram notificados 28 casos da doença no Estado, os demais casos ocorreram em 2015. Nossa Senhora do Socorro e Itabaiana, também já registraram mais de 10 casos de bebês com microcefalia.
Ainda segundo a Saúde, até esta sexta, foram coletadas e enviadas para Instituto Evandro Chagas, no estado do Pará, 682 amostras de casos suspeitos de Febre do Zika. Até o momento, já saiu o resultado de 124 amostras nas quais não foram detectadas o Zika vírus, e as demais ainda aguardam resultado.
Em dezembro, o Governo Federal informou que o Laboratório Central de Sergipe (Lacen) passaria a receber kits para realizar o diagnóstico de Zika. Entretanto, o material ainda não foi liberado. A previsão da SES é de que os insumos sejam encaminhados ao Estado só no próximo mês. Segundo informações do Lacen, há demanda de 20 testes por semana e, com a realização dos exames aqui em Sergipe, o tempo resposta será reduzido para até duas semanas.
Brasil
Em todo país, 462 bebês nasceram com microcefalia, 41 deles relacionados à infecção pelo vírus Zika. A pasta ainda investiga 3.852 notificações de malformações em recém-nascidos. Outros 765 casos notificados foram descartados por apresentarem exames normais, ou por apresentarem microcefalias por causas não infecciosas. Os dados são referentes à notificações feitas de outubro de 2015 a 6 de fevereiro. Ao todo, no período, foram 5.079 casos suspeitos de microcefalia no Brasil.
Segundo o Ministério da Saúde, o vírus Zika está circulando em 22 unidades da federação: Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Roraima, Amazonas, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.
No ano de 2014, quando o registro da malformação não era obrigatório, foram notificados 147 casos. Em outubro de 2015, após o aumento do número de casos, o registro passou a ser obrigatório. A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos, além do Zika, como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes viral, mas nem toda gestante que tiver estas infecções terá necessariamente um bebê com a malformação.

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