Saúde: Falta de verba ou má gestão?
Gerência deve ser do Ministério da Saúde
Cotidiano 28/01/2014 20h17

Por Tíffany Tavares

Durante coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira, 28, no Ministério Público Estadual (MPE), o procurador da República Ramiro Rockenbach (foto 01) demonstrou estar aberto ao diálogo. “Mesmo o com o ajuizamento da ação como sempre continuamos abertos ao diálogo, o que não aceitamos é monólogo. O que é pior é não receber resposta prática em benefício à saúde da população”, afirmou.

Para Rockenbach, é preciso passar um pente fino nas contas da Saúde do Estado de Sergipe. “Precisamos esclarecer se o problema é falta de dinheiro público, ou se é o problema está na gestão da verba”, pontuou.

Em sua avaliação, nos últimos meses a situação da saúde em Sergipe apenas piorou. O procurador lembrou que os Ministérios Públicos percorreram o caminho do diálogo com os gestores da saúde, mediante uma recomendação conjunta  ao gestor maior do SUS e ministro da Saúde. “Mas isso não teve impacto e nem uma solução concreta para o bem da saúde da população. Portanto não nos restou outra alternativa senão ajuizamento dessa ação civil pública, fazendo com que o Judiciário obrigue o que nós antes havíamos solicitado ao ministro da Saúde”, explicou Ramiro Rockenbach.

Segundo a promotora Euza Missano (foto 02), foram diversas ações civis públicas já movidas pelo Ministério Público Estadual e em muitas delas as liminares não estão sendo cumpridas. “Isso causa um transtorno muito grande, um impacto na assistência à saúde”, disse.

Ela completa que mesmo com a recente notícia de antecipação de valores para investimentos, já que não há uma melhoria uma qualidade, a população não responde satisfatoriamente a resultados que deveriam já estar sendo apresentados pelo setor em Sergipe.

Euza Missano esclarece que o que os Ministérios Públicos pedem na ação não é a suspensão do envio das verbas federais para Sergipe, mas sim que essas verbas cheguem em conta única, cheguem aos cofres do Estado. “Mas que sejam geridas por um gestor da União para que ele possa informar se eles são suficientes para atender a nossa população ou se há problemas no gerenciamento do quantitativo que chega ao Estado de SE”, finalizou.

Fotos: Rafael Lima

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