Sergipe
Saúde registra mais de mil casos de intoxicação em três meses
Cotidiano 26/06/2018 18h40

O balanço do primeiro trimestre deste ano do Centro de Informação e Investigação Toxicológica (CIATOX), do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), registrou 1.070 casos de intoxicação humana, animal e solicitação de informação por agente tóxico. A unidade é considerada uma referência em Sergipe nesse tipo de atendimento e um serviço disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento, prevenção e diagnóstico de pessoas vítimas de intoxicação. O serviço é disponibilizado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Desse total registrado, 426 foram casos de intoxicação por abuso de drogas, 331 foram por escorpiões), 116 por medicamentos, 34 por alimentos, 25 por domissanitários, 24 por outros animais peçonhentos venenosos, 20 por cobras, 15 por agrotóxicos de uso agrícola, 14 por produtos químicos industriais, sete por aranha, seis por cosméticos, entre outras causas.

A maioria dos casos foi registrada com pessoas do sexo masculino, que totalizou 639 atendimentos, contra 428 do sexo feminino. O que ainda chama atenção é que alguns indivíduos ainda não sabem diferenciar uma intoxicação (que é uma manifestação clínica causada pela interação com substâncias clínicas) de um envenenamento (causado por toxinas naturais de plantas e animais peçonhentos). Em qualquer ocasião por intoxicação, as pessoas devem procurar o hospital mais próximo para atendimento e precisão no diagnóstico. Podem também entrar em contato gratuitamente com o Ciatox pelo telefone 0800-722-6001 ou (79) 3259-3645 e 3216-2677.

O Ciatox funciona há 13 anos no Huse e conta com uma equipe multidisciplinar de médicos, farmacêuticos, médicos veterinários, enfermeiros e técnicos de enfermagem. O Ciatox faz parte da Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Renaciat), coordenada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

De acordo com a coordenadora do Ciatox no Huse, a médica e toxicologista Júlia Cardoso, a precisão no diagnóstico é fundamental para um resultado bem sucedido. “Vale lembrar que algumas dicas são importantes para que o tratamento seja eficiente. Por isso, se a intoxicação for medicamentosa, que o paciente leve a bula do remédio que tomou. Se a vítima foi picada por animais peçonhentos, o ideal é que o animal seja capturado e levado em um frasco para que o médico veja qual o procedimento adequado com a vítima. Isso ajuda na precisão do diagnóstico”, informou a médica.

Fonte: SES

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