Seca eleva o preço do milho
Com safra em baixa, feirantes precisam importar o produto Cotidiano 11/05/2012 12h03Por Fernanda Araujo
O mês do São João se aproxima e os comerciantes já começaram a sentir os efeitos do preço do milho sergipano, devido a pouca safra este ano. Apesar da diminuição dos preços, de 5,48% para -1,35%, em março, segundo a Agência Brasil e do crescimento de 59% da produção em Sergipe entre os anos de 2009 e 2010, comparando a outros estados, feirantes do Ceasa reclamam do preço do milho e da quantidade disponível insuficiente no Estado.
Com o preço de R$ 25,00 a mão, que corresponde a 50 espigas, os milhos chegavam de alguns municípios sergipanos, como Itabaianinha, Propriá e Umbaúba. Entretanto, em função da seca, os milhos estão chegando do Rio Grande do Norte, cidade de Mossoró. “Temos que comprar de fora, por isso a mercadoria está cara, por causa disso também o pessoal quando chega aqui vai embora. E a tendência do preço é ainda aumentar e diminuir ainda mais a procura. Estamos sofrendo prejuízo”, afirma a comerciante Ana Claudia (foto abaixo).
Já a comerciante Patrícia Marques dos Santos, também confirma o alto preço, apesar disso, afirma que clientes não deixaram de aparecer. “Está tendo muita procura sim. O preço está caro, mas hoje vendemos sete mãos e ontem desde as 8h da manhã já não tinha mais milho. A diferença é que a gente já tem clientela e as vendas são feitas mais por encomenda”.
Tradicionalmente o plantio ocorre entre os meses de março e abril, porém, por conta da estiagem no interior do Estado, ainda não houve safra. Os agricultores estimam que, se houver chuvas até o mês de julho, a produção deve chegar a, no máximo, 70% do esperado.
Segundo a pesquisa 'Produção Agrícola Municipal - 2010', divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre os anos de 2009 e 2010, Sergipe foi o primeiro colocado no Nordeste, nacionalmente Sergipe cresceu menos apenas que o estado do Mato Grosso do Sul, passando das 703.294 toneladas obtidas em 2009, para 1.055.166 toneladas em 2010.
Fotos: Fernanda Araujo

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