Secretaria da Fazenda pede na justiça que professores desocupem prédio
Cotidiano 05/06/2013 08h49Por Marcio Rocha
Os professores do Estado de Sergipe ocuparam o prédio da Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ), na tarde desta terça-feira, na intenção de reivindicar a negociação salarial para a categoria. Representantes do Sindicato dos Professores (Sintese), liderados pela presidente Ângela Melo (foto) estão ocupando o quinto andar do prédio, objetivando reunir-se com o secretário interino, Oliveira Júnior.
O diretor de comunicação do sindicato, Joel Almeida, explicou para o programa Sergipe em Evidência, da rádio Atalaia AM que a ação está sendo realizada para chamar a atenção do Governo do Estado para os pleitos da categoria, que pede o pagamento do piso nacional dos professores para os docentes do magistério estadual, além de melhorias estruturais nas escolas públicas de Sergipe.
Segundo Joel Almeida, a reivindicação dos professores é uma questão de justiça com a categoria. Que está, segundo ele, sofrendo com salários arrochados sem compatibilidade com o piso nacional que é no valor de R$ 1.567, para o ano de 2013.
Joel destacou que a negociação com o governo está emperrada, devido à falta de atenção do secretário de articulação com os movimentos sindicais, Chico Buchinho, que não exerce o papel de mediador de forma adequada. Joel afirmou para o radialista Flávio Vieira que Chico Buchinho chega para negociar com um plano fechado e não aceita dialogar com a categoria. Segundo Joel não é este o papel de um mediador. Ele está chegando apenas com uma proposta e não negocia com a categoria.
O secretário Oliveira Júnior recebeu os professores e conversou com os representantes do Sintese sobre os assuntos apresentados pela categoria, atendendo ao pedido do sindicato. Entretanto, os professores não desocuparam o prédio, forçando a SEFAZ a entrar na justiça com um mandado de desocupação do prédio.
O mandado foi pedido e há a probabilidade de ser julgado na manhã de hoje. Segundo o assessor de comunicação da secretaria, Hélber Andrade, realmente houve o pedido na justiça, já que os professores foram atendidos no que pleiteavam junto à SEFAZ, mas não cumpriram com o que haviam informado. Segundo Hélber, não se justifica mais a permanência dos professores no prédio da secretaria.
O Sintese pretende continuar com a greve até que sua pauta de reivindicações seja atendida pelo Governo do Estado. Além da questão salarial, os professores cobram melhorias nas condições estruturais das escolas do estado.
Imagem: Fernanda Araújo / F5 News

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
