Secretaria da Saúde realiza prevenção à gravidez na adolescência
Trabalho é feito na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes Cotidiano 01/02/2019 19h45"A gravidez na adolescência foi um choque para mim. Nunca imaginei que seria mãe tão jovem. Escondi da minha mãe por um bom tempo porque tinha medo de contar. Quando eu engordei, ela desconfiou e me levou para fazer exame, foi aí que descobriu”, desabafou a jovem Ely Victória dos Santos, 15 anos.
Ely é uma das jovens que se viram obrigadas a enfrentar a vida adulta de abruptamente. Em 2018, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), gerida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), registrou 5.633 nascimentos, destes, 1.003 referentes a mães adolescentes.
Tem início nesta sexta-feira, (01), a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, data instituída pela Lei 13.798, voltada à mobilização da sociedade para a reflexão sobre o tema. As ações preventivas da SES são permanentes, através do Programa IST/ Aids e tem na MNSL toda uma estrutura montada com psiquiatras e psicólogos para o acolhimento e orientação às jovens mães.
Jennifer Aparecida Ferreira de Siqueira, de 16 anos, de Alagoas, pensou em abortar, mas teve a ajuda e o suporte de toda a família. Ela comentou que demorou a contar à mãe sobre a gravidez e que pediu para a comadre falar. Por conta da pressão alta foi para a ‘Lourdinha’ e com 38 semanas, de parto cesáreo, deu a luz a Leandro Júnior Siqueira. “A ficha só caiu quando ele estava em meus braços. Tomara que eu consiga dar conta e fazê-lo feliz”, reflete.
A psiquiatra da MNSL, Ana Salmeron, explica que é muito chamada para orientar quando a adolescente regride a ponto de não querer amamentar.
“Quando isso acontece, trabalho a questão da responsabilidade materna. Além disso, a vida da adolescente não pode se resumir à maternidade. Ela tem que pensar na escolaridade dela, os cuidados que terá com seu físico e com as infecções sexualmente transmissíveis. Tento chamar atenção para os projetos de vida dessa adolescente”, ressaltou Ana.
Prevenção
A SES realiza durante todo o ano ações de conscientização voltadas para os adolescentes, em escolas e espaços públicos. Para o gerente do programa IST/Aids da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o médico Almir Santana, o método mais eficaz continua sendo a camisinha.
Almir afirma que a camisinha não deve ser banalizada. “Não sou contra os anticoncepcionais, mas sem a camisinha ele não tem validade, o adolescente pode contrair uma IST, ou seja, só previne apenas a gravidez e as adolescentes às vezes se atrapalham e não têm uma rotina regrada à ingestão dos anticoncepcionais. O correto é mostrar os vieses, e principalmente alertar quanto a segurança na prática sexual”, enfatiza.
Nas ações realizadas pela SES, em escolas, o médico sanitarista Almir Santana defende que a orientação quanto à sexualidade é essencial. “O jovem deve conhecer cada parte do corpo para saber lidar da melhor forma com as mudanças. Ciclo menstrual, métodos contraceptivos e dúvidas não devem ser assuntos TABU. Isso só acarreta o crescimento das gravidezes precoces, e o aumento das Infecções Sexualmente transmissíveis em jovens”, destaca o médico.
Fonte: SES/SE

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