Secretaria de Saúde confirma troca de bebês em maternidade de Aracaju
Cotidiano 04/01/2018 11h15 - Atualizado em 04/01/2018 19h12Por Fernanda Araujo
A Secretaria de Estado da Saúde confirmou a troca do corpo de um bebê que faleceu após o parto na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em Aracaju (SE). O feto de cinco meses de gestação nasceu vivo no dia 23 de dezembro e aparentemente estava saudável, mas morreu uma hora depois. A troca teria acontecido no momento da entrega dos corpos a uma mãe de gêmeos, que também faleceram no mesmo dia.O secretário de Saúde, Almeida Lima, disse em um áudio gravado pela assessoria de comunicação do órgão que no dia 23 do mês passado, às 6h15, três corpos foram encaminhados ao necrotério da unidade, um de parto único e outro de gêmeos.
“Já chegamos à conclusão de que, no dia 27, a mãe dos gêmeos foi retirar os corpos para as providências de sepultamento. Houve um engano da servidora da maternidade, que entregou um dos dois gêmeos e o outro da outra mãe. No dia 30, quando a outra mãe foi à procura para receber o corpo do filho falecido, lá não estava. Coincidentemente os servidores encontraram um corpo que, na verdade, era da outra mãe que teve gêmeos”, esclareceu o secretário.
Até agora o corpo do bebê, que recebeu o nome de Davi, não foi devolvido aos pais, o designer gráfico Bruno Sotero e a coordenadora pedagógica Wedja Nunes, que esperam pela exumação do corpo. “Tínhamos arrumado tudo para o sepultamento no sábado e até agora nada. Fizemos o Boletim de Ocorrência e vamos acompanhar o caso para que o corpo seja desenterrado e a gente possa enterrar nosso filho com dignidade”, disse Bruno à TV Sergipe.
O inquérito foi instaurado para apurar os fatos e está sendo conduzido pela 8º Delegacia Metropolitana, no bairro Novo Paraíso, na capital, sob responsabilidade do delegado Fernando Melo, onde foi registrada a ocorrência por iniciativa da unidade de saúde. Os envolvidos foram intimados para as oitivas.
Em depoimento à polícia, a servidora que trocou os corpos disse que o erro teria ocorrido porque os bebês tinham quase as mesmas características, como o peso, além disso, as mães possuiam os nomes semelhantes. Os pais dos gêmeos também foram chamados pela polícia.
A Secretaria deve abrir uma sindicância administrativa. “Diante dessa troca a única atitude da unidade e da Secretaria era dar conhecimento do fato as autoridades policiais para que tome as providências”, completou Almeida Lima.

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