Secretaria do Estado da Saúde registra 238 casos de sífilis em Sergipe
Ministério da Saúde estima 48 mil gestantes infectadas por ano
Cotidiano 27/10/2012 12h00

Por Fernanda Araujo

O Dia Nacional de Combate à Sífilis é lembrado todos os anos no mês de outubro. É uma doença que causa infecção pela bactériaTreponema pallidum e pode ser transmitida por meio de relações sexuais sem preservativos, por transfusão de sangue infectado e de mãe infectada para filho durante a gestação e parto.

Na sua evolução, a sífilis congênita é considerada um dos maiores problemas de saúde pública no Brasil. O Ministério da Saúde estima que, a cada ano, 48 mil gestantes sejam infectadas pelo vírus no país, sendo quatro vezes mais frequentes nas gestantes do que o HIV.

Segundo o coordenador do Programa Estadual de DST/Aids de Sergipe, José Almir Santana (foto), em 2011 no estado foram registrados 242 casos de sífilis congênita e este ano, até o momento, já são 238. A maioria desses casos está no estágio da sífilis sem especificação e sífilis congênita. Para o médico, há alguns fatores que propiciam a evolução da doença.

“Existem mães que só iniciam o pré-natal com 4 a 5 meses de gravidez, isto é, o pré-natal tardio. Existe um protocolo definido para o tratamento. O medo de alguns profissionais em prescrever a penicilina para o tratamento da sífilis em gestante prejudica o pré-natal e favorece à transmissão da sífilis para a criança. Por outro lado, existem pessoas que não querem usar o preservativo”, explica.

Porém, Almir Santana revela que raramente as pessoas morrem por essa doença. “O maior problema está nas complicações provocadas, como lesões vasculares e no sistema nervoso. Na criança, a sífilis congênita tem provocado complicações mais graves podendo levar ao óbito”, relata. 

De acordo com ele, campanhas de prevenção fazem parte das medidas tomadas pela Secretaria do Estado da Saúde, principalmente em longo prazo. “Capacitação de médicos e enfermeiros no diagnóstico e tratamento, criação de um protocolo de tratamento específico para as gestantes com sífilis, realização de ações educativas nos municípios, orientações no Programa Saúde e Prevenção nas Escolas, parceria com o SESI para implementar ações educativas junto aos trabalhadores das empresas, ações junto aos agentes de saúde, divulgação junto aos eventos médicos, destacando a importância do pré-natal”, enumera.

Mas, a seu ver, essas medidas não são suficientes para prevenir ou conter a doença. É preciso maior envolvimento dos profissionais de saúde de atenção básica. A deficiência de médicos e enfermeiros nas equipes de saúde da família, segundo ele, é um grande problema na luta contra a sífilis.

Sintomas e tratamento

O tratamento da sífilis é realizado pelo antibiótico penicilina G benzatina. Almir Santana alerta que todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticá-la, mesmo sem sinais ou sintomas. Mulheres devem fazer exames antes mesmo de engravidar. Os primeiros sintomas aparecem como pequenas feridas e caroços nos órgãos sexuais e na virilha, além de manchas no corpo. A sífilis tem cura e, se a doença não for tratada imediatamente, pode evoluir para cegueira, paralisia, doença cerebral, problemas cardíacos ou até a morte.

Foto: Walber Faria, da Secretaria do Estado da Saúde

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