Segurança é flagrado com arma restrita em festival de Laranjeiras (SE)
Cotidiano 08/01/2018 12h15 - Atualizado em 08/01/2018 13h26Por Fernanda Araujo
A imagem de um suposto segurança particular portando um fuzil no acesso ao camarote oficial da Prefeitura de Laranjeiras, a 20 km de Aracaju (SE), durante o encerramento do Festival de Cultura, repercute nas redes sociais. O flagrante aconteceu neste domingo (7), em meio a centenas de pessoas, entre sergipanos e turistas que participavam do evento.
A foto obtida por Sandoval Notícias mostra um homem na porta do camarote oficial com arma de grosso calibre em punho, fazendo a segurança da 43ª edição do Simpósio do Encontro Cultural do município.
Ao Jornal da Fan, o major da Polícia Militar Marcos Carvalho disse que a arma aparenta ser um fuzil 762 ou 556 que tem alto poder de destruição e alcance. Além disso, é de uso exclusivo da polícia ou do Exército e jamais poderia ser utilizado em eventos que reúnem grande público.
Segundo o major, se um tiro da 762, por exemplo, for disparado contra uma pessoa que esteja em uma fila de 20 pessoas, todas elas serão alvejadas.
A Secretaria de Segurança Pública afirma que o caso será apurado pela Delegacia de Laranjeiras, caso seja constatado que se tratava de algum fato criminoso, como arma de uso restrito das forças policiais. A Corregedoria da Polícia Civil instaurou procedimento para apurar se a arma foi em algum momento fornecida por um servidor e se esta pertence ao quadro da instituição.
Em nota, a assessoria de comunicação do órgão afirma ainda que o policiamento interno da área do evento “foi de responsabilidade de uma empresa de segurança privada contratada pela Prefeitura de Laranjeiras. À Polícia Militar, coube o trabalho preventivo na área periférica da festa, feito com êxito”.
À imprensa a Prefeitura do município afirmou que os seguranças da empresa contratada para fazer segurança interna do evento não estavam armados. Sobre o caso do suposto segurança armado com fuzil, a prefeitura deve apurar o caso.
À TV Sergipe, o secretário de comunicação João Rosa disse que acredita que o homem seja um policial civil - apesar de não estar fardado - que teria entrado no local para inibir uma briga. “Por conta de um incidente, uma confusão que houve em um camarote, no afã de coibir, um policial pode ter ido ao camarote. Os seguranças que foram contratados estavam apenas de cassetetes. Existiam pessoas especializadas para fazer varredura, com detector de metais. Policiais que por alguma razão entravam na área interna do evento eram convidados a deixar a arma e depois saiam e recolhiam as armas. Foi uma festa ordeira e reconhecida, com mais de 25 mil pessoas por dia na cidade”.

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