Segurança nos hospitais é debatida em audiência no MPE
Cotidiano 03/02/2014 17h12Da Redação F5 News
Os constantes registros da falta de segurança em algumas unidades hospitalares levaram representantes da Secretária de Estado da Saúde, do Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe (COREN-SE), do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (SEESE), dos Hospitais Regionais e da Polícia Militar a se reunirem em uma audiência realizada no Ministério Público Estadual, na manhã desta segunda-feira (03). A audiência foi conduzida pelos promotores Nilzir Soares, Adson Alberto Cardoso e também contou com a presença da promotora Euza Missano.
Durante a audiência as presidentes do Coren-SE, Gabryella Resende, e do SEESE, Flávia Brasileiro, bem como os representantes dos Hospitais Regionais expuseram a atual situação dos servidores que trabalham no Hospital Regional de Lagarto, de Propriá, da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes e do Hospital José do Prado Franco, em Nossa Senhora do Socorro, que em dezembro foi interditado parcialmente pelo Conselho de Enfermagem, por conta dos problemas relacionados à falta de segurança.
O comandante do Policiamento da Capital, coronel Jackson Nascimento, argumentou que a insegurança nas unidades de saúde não é um problema de segurança pública, “A ausência dos médicos e a má qualidade no atendimento aos usuários são os grandes geradores dos tumultos”, afirmou.
Segundo ele, não há possibilidade de disponibilizar viaturas policiais para atender exclusivamente aos hospitais. “Da porta para dentro do hospital não é problema de segurança pública e a Polícia Militar só irá intervir quando for chamada, pois os policiais não podem deixar de servir à população em geral”, alegou Nascimento.
Ao final da audiência, ficou acordado entre todas as partes presentes que o Ministério Público deve encaminhar à Polícia Militar uma relação com os endereços e telefones dos hospitais e unidades de pronto atendimento a fim de viabilizar o cadastro dos mesmos no Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (CIOSP), possibilitando mais agilidade no atendimento às chamadas originadas das unidades de saúde.
Também serão realizadas visitas às unidades hospitalares por guarnições da Polícia Militar que estejam incumbidas do policiamento ostensivo, de modo a inibir a prática de infrações penais nesses estabelecimentos.

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