Seides articula ações com entidades que atuam na área da Deficiência
Cotidiano 15/07/2014 07h50Equipe da Secretaria de Estado da Inclusão Social (Seides) reuniu-se com representantes de entidades da sociedade civil atuantes na rede de atendimento à pessoa com deficiência em Sergipe para avaliarem antigas os avanços sobre o andamento de iniciativas dentro dessa temática, bem como propiciar a manutenção de um espaço permanente de diálogo. O encontro buscou ainda dar continuidade à troca de informações entre os profissionais envolvidos com a temática e o incentivo à novas parcerias.
Para a secretária de Estado da Inclusão Social, Eliane Aquino, o desenvolvimento das políticas públicas na área da assistência social já estão consolidadas em Sergipe, e às voltadas para as pessoas com deficiência também tem alcançado relevantes conquistas, a exemplo da construção Centro Especializado em Reabilitação. E é justamente por isso, que ela depende muito dos gestores públicos, das entidades atuantes nesse setor, da pessoa com deficiência e da própria sociedade, para o seu efetivo e contínuo funcionamento.
“Além dos desafios diários que já possuímos, agora, por causa do Prodoc 2014 (Projeto de Cooperação Técnica entre o Governo Brasileiro, por meio da Seides, e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura/Unesco), estamos trabalhando com ainda mais intensidade na área da pessoa com deficiência, já que é um dos cinco grandes eixos do Projeto. Por isso, a realização dessa reunião com representantes de algumas entidades atuantes nesse setor também ocorre com o intuito de articular a preparação para a elaboração do diagnóstico no campo da pessoa com deficiência, em todas as áreas, visual, auditiva, física e psicomotora. Nesse sentido, é necessário que esse documento traga também informações sobre os principais desafios enfrentados por essas instituições nos aspectos socioassistencial, educacional e da saúde. Para isso, será elaborado e distribuído pelas próprias entidades do setor, com o apoio da Seides, um formulário com perguntas envolvendo essas temáticas que estimulem à esse público uma resposta mais próxima da realidade atual. Posteriormente ao recebimento, essas informações serão analisadas e avaliadas por essas entidades do setor para que as mudanças necessárias, e dentro da legalidade, possam acontecer”, ressalta Eliane.
Complementando as palavras de Eliane, a secretária adjunta de Estado da Inclusão Social, Maria Luci Silva, ressaltou a importância da pessoa com deficiência física ser incluída no mercado de trabalho e ser capacitada para atender aos critérios atuais das vagas de emprego disponíveis nas empresas públicas e privadas. Ela destacou que é preciso uma junção de esforços não só em prol da melhoria das políticas públicas governamentais, mas também pela profissionalização das entidades que atuam nessa área e pelo estímulo à autonomia e desenvolvimento pessoal das pessoas com deficiência para que elas tenham cada vez mais iniciativa e oportunidades de ingresso no mercado de trabalho e não dependam somente das ações sociais do Poder Público, a exemplo do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) e do Bolsa Família.
CER 4
O Centro Especializado em Reabilitação, que terá capacidade para atender cerca de 3 mil pessoas por mês, será construído no Centro Administrativo, em Aracaju, próximo ao Hospital Especializado em Câncer Governador Marcelo Déda Chagas e ao Complexo de Saúde. As obras, que já estão em andamento, contemplarão uma sala multidisciplinar, para avaliação conjunta do paciente por profissionais de várias especialidades, uma sala para avaliação auditiva com cabine para audiometria e uma sala de reabilitação virtual e outra multiuso para orientação e mobilidade do deficiente visual.
Além disso, o local terá, também, sala para reabilitação e adaptação nas três deficiências (física, visual e auditiva) e para realização de atividades em grupo. Em área anexa ao terreno, será construída uma oficina ortopédica para produzir e fornecer órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção e que irá atender não só aos pacientes do Sistema Único de Saúde do CER IV, como também de todo o Estado.
A equipe de profissionais será multidisciplinar com neuropediatra, neurologista, oftalmologista, ortopedista, traumatologista, otorrino, pediatra, psiquiatra, psicólogo, psicopedagogo, pedagogo, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, enfermeiro, músico-terapeuta, terapeuta ocupacional, nutricionista, técnico em enfermagem, além de pessoal administrativo e de apoio.
Rede de atendimento
De acordo com Carol Carvalho, presidente do Fórum Permanente Supera Sergipe e diretora do Centro de Integração Raio de Sol (Ciras), com o apoio do Estado, a ocasião proporcionou encontrar caminhos úteis para a solução de várias entraves enfrentadas pelas organizações governamentais e não governamentais. “Essa iniciativa foi inédita e bem valiosa por abrir um diálogo importante com os atores envolvidos na área da pessoa com deficiência, entre o Estado e outras entidades da sociedade civil. Diálogo esse que representa a possibilidade de mais avanços exitosos no futuro”.
Max Santos Guimarães, presidente da Associação Pais Amigos Excepcionais de Aracaju (Apae), também ressalta a relevância da realização dessa reunião para o contínuo avanço do serviço de atendimento direcionado para esse público. “A reunião foi bem produtiva por discutir várias temáticas, como os convênios com as ONG’s, dentro da regularização e da transparência das leis atuais vigentes, os quais irão facilitar e contribuir bastante para o funcionamento contínuo e efetivo dessas entidades”.
Presenças
Além da secretária de Estado da Inclusão Social, Eliane Aquino; da secretária adjunta de Estado da Inclusão Social, Luci Silva; da presidente do Fórum Permanente Supera Sergipe, Carol Carvalho; e do presidente Apae, Max Santos Guimarães; também participaram da reunião os representantes da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e da Cidadania (Sedhuc), da Saúde (SES), do Trabalho (Setrab), da Educação (Seed), Secretaria Especial de Estado de Políticas para Mulheres (SEPM), da Associação Sergipana de Síndrome de Down e da Associação dos Deficientes Visuais de Sergipe (Adevise).
Fonte: Asscom/Seides

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