Seis pessoas prestaram depoimento por receptação de produtos roubados
Cotidiano 04/12/2012 18h24Por Sílvio Oliveira
Dezesseis mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão foram cumpridos, nesta terça-feira (04), nas cidades de Tomar do Geru, Umbaúba e Cristinápolis, região Sul de Sergipe. A operação denominada Caloris foi deflagrada pelas polícias Rodoviária Federal e Civil e teve o objetivo de prender uma quadrilha especializada no roubo, desvio e receptação de cargas.
Dos três mandados de prisão, apenas um foi cumprido. Gilmar Guilherme dos Santos (34), conhecido como Sapo, foi preso por ser acusado de participar do aliciamento de caminhoneiros e interlocução com comerciantes para venda de produtos roubados. Ele já tem passagem pela polícia.
Estão à disposição da Justiça três veículos apreendidos e seis pessoas foram encaminhadas ao Complexo de Operações Policiais Especiais (COPE) para prestar esclarecimentos sobre possível receptação de mercadoria roubada, entre elas, o prefeito eleito de Tomar do Geru, Augusto Soares Diniz.
Davi Rogério Artigas, superintendente da Polícia Rodoviária Federal em Sergipe, (foto ao centro) informou que foram apreendidos mais de 10 toneladas de mercadorias, entre materiais de higiene pessoal, alimentos, eletrodomésticos e informática, perfumes e cigarros, além de R$ 20 em dinheiro falso. “Ficou comprovado que duas cargas eram de furtos: de presunto e fraudas. Conseguimos desarticular e mexer na parte importante da quadrilha que é a financeira”, destacou.
Everton dos Santos, coordenador da Polícia Civil do Interior, (foto a direita) detalhou a operação e disse que a quadrilha aliciava caminheiros em postos de combustíveis a facilitar a entrega da carga. Em caso de negativa, integrantes da quadrilha praticavam o assalto ou furtavam as cargas. "O motorista entregava a carga, logo em seguida, sem a carga, ia até a delegacia e dizia ter sido roubado”, detalhou.
O coordenador disse desde 2011 as polícias vem investigando a quadrilha. O último caso de envolvimento de motorista ocorreu na última semana, quando o Manoel Messias dos Santos iria receber R$ 10 mil pela entrega de um percentual da carga. Como a quadrilha queria mais do que o acordado, Manoel Messias se sentiu enganado. “A polícia chegou antes e percebeu tudo. A quadrilha desviou mais do que deveria ser”, disse.
As policiais continuam investigando de onde provem os produtos e se realmente são de cargas roubadas. Também irá concluir os dois mandados de prisão expedidos por membros da quadrilha e que não foram encontrados.
Foto: Sílvio Oliveira
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