Sejuc nega denúncias de ordem de prisão aos agentes em greve
Cotidiano 05/06/2014 13h00

Por Fernanda Araujo

Os agentes prisionais sergipanos, em greve desde o último final de semana, continuam mobilizados em frente às unidades prisionais impedindo a entrada de novos presidiários e de visitas familiares. Na manhã de hoje (05), parentes das detentas do Presídio Feminino (Prefem), em Nossa Senhora do Socorro, não conseguiram fazer as visitas.

No entanto, na noite de ontem (04) o Sindicato dos Agentes Penitenciários e Servidores da Sejuc (Sindpen) divulgou uma nota nas redes sociais e no próprio site afirmando que chegou até o conhecimento da direção, através de fonte segura, que o governador do Estado, Jackson Barreto, ordenou ao secretário da Justiça, Walter Pereira Lima, e ao Comando da Polícia Militar a prisão imediata de qualquer agente em greve.

Segundo a nota, a suposta ordem expressa partiu após uma reunião realizada na noite de ontem entre o governo. O sindicato, por sua vez, convocou todos os agentes a comparecerem hoje nas portas das unidades e serem presos, se assim o fizessem.

Já a Secretaria de Estado da Justiça e Defesa ao Consumidor nega qualquer ordem de prisão. Em nota, a Sejuc esclarece que, como é do conhecimento da população, a greve dos agentes prisionais foi declarada ilegal pela justiça. Além disso, a liminar do TJ/SE, no último dia 30 de maio, concedeu prazo de 20 dias para o governo apresentar proposta remuneratória, questão que será observada pelo governo.

“A citada decisão mantém a ilegalidade da greve, com aplicação de multa ao sindicato da categoria pelo seu descumprimento. Servidores e Sindicato continuam, infelizmente, sem observarem a decisão judicial, motivando a SEJUC adotar as providências pertinentes, a exemplo de corte do ponto com abertura de Inquéritos, ocasionado graves consequências funcionais. Novas rodadas de reuniões com o sindicato para debate das questões salariais somente serão realizadas quando for finalizado o movimento grevista, inclusive em deferência à decisão judicial. A SEJUC repudia ainda as ações de servidores que tentam suspender os direitos básicos dos detentos previstos em lei, a exemplo das visitas de familiares, ao banho de sol, a participação em audiências e, até mesmo, sua alimentação diária”, diz a nota.

 

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