Sem previsão de repasse, hospitais filantrópicos de Aracaju ameaçam parar
Cotidiano 06/11/2017 13h57 - Atualizado em 07/11/2017 06h42

Por Fernanda Araujo

Com o atendimento comprometido e ainda sem perspectiva de pagamento dos repasses atrasados da Prefeitura de Aracaju, os três hospitais filantrópicos que prestam serviço para o Sistema Único de Saúde na capital sergipana podem suspender os serviços. A direção das unidades se reuniu nesta segunda-feira (6) para discutir o assunto e decidiu manter as atividades conforme situação financeira de cada hospital.

O Município chegou a fazer um acordo com os hospitais para a regularização dos repasses que estavam atrasados, quando seria depositada a primeira parcela até o final do mês passado. Porém, a prefeitura não conseguiu cumprir o acordo, segundo a administração, por dificuldades financeiras.

As finanças no hospital São José seguem abaladas, segundo sua assessoria jurídica. A advogada da unidade, Carolina Teixeira, afirma que o hospital está com dificuldades em manter o atendimento e o pagamento de fornecedores. “As dívidas permanecem, a prefeitura permanece em silêncio, sem se manifestar com relação à previsão dos pagamentos”, critica Teixeira, que participou da reunião hoje com os diretores dos hospitais.

No Hospital Cirurgia os anestesiologistas permanecem paralisados e os procedimentos cirúrgicos suspensos desde a última quarta-feira (1). O atendimento também foi interrompido para novos pacientes. “Não estamos recebendo transferências do SUS, nem fazendo novos internamentos. Não há condição de receber novos pacientes”, informa a assessoria de comunicação, acrescentando que são mais de R$ 2 milhões em atraso.

O Santa Isabel também enfrenta dificuldades. Segundo a assessoria, são cerca de R$ 5,7 milhões em dívida, dos fundos Estadual e Municipal de Saúde. A maternidade realiza cerca de 30 partos por dia.

“O hospital e maternidade continuarão mantendo os serviços até onde tenham condições de manter os recursos. A partir do momento que os insumos acabarem e não tivermos condições de fazer o pagamento aos prestadores, não teremos condições de atender a população e iremos fechar as portas. Sem os materiais e insumos necessários não teremos como prestar atendimento com segurança e qualidade”, diz a assessoria, acrescentando que sexta passada foi enviado ofício para o Estado, Município e Ministério Público solicitando novo posicionamento.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a prefeitura ainda não tem previsão para o pagamento e, diante da queda de recursos federais, a prioridade é com o pagamento de pessoal e o abastecimento das unidades básicas de saúde com medicamentos. “A secretaria está correndo atrás para poder quitar da maneira melhor e mais rápida possível”, afirma a assessoria da pasta.

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