Sem recursos, obra da Maternidade no 17 de Março continua paralisada
Unidade seria alternativa para desafogar maternidades da capital
Cotidiano 08/04/2016 11h19

Por Fernanda Araujo

O que seria uma porta para aliviar as constantes superlotações das maternidades Santa Isabel e Nossa Senhora de Lourdes, em Aracaju (SE), virou dor de cabeça para o Município. Sem recursos, a obra da Maternidade do bairro 17 de Março continua paralisada desde o início do ano e não tem previsão de retomada.

O empreendimento orçado em mais de R$ 10 milhões é resultado de um convênio entre o município e o Ministério da Saúde (MS). O início das obras foi autorizada pela Prefeitura em junho do ano passado. A unidade prevista para ter 50 leitos, inicialmente, podendo dobrar esse número, poderia ser a alternativa para desafogar as únicas duas unidades da capital fazendo até 300 partos por mês, mas ainda é apenas uma promessa.

O problema é que a obra foi suspensa porque, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os repasses enviados do Governo Federal não foram suficientes. De uma obra prevista em milhões, só foi liberado, inicialmente, R$ 50 mil, de acordo com a Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb). À época, o MS disse, em nota, que a liberação dos recursos só é feita com a provação do andamento da obra. Na última vistoria, em outubro passado, menos de 8% da obra estava pronta.

Enquanto isso, o Município fica entre a cruz e a espada já que sem o restante da verba fica inviável o andamento das obras. Segundo a Emurb, depois de várias tentativas e de visitas do prefeito João Alves Filho ao Ministério da Saúde foi liberado pouco mais de R$ 800 mil. O valor foi pago à empreiteira responsável pela execução da obra, que tinha iniciado a fase de terraplanagem e fundações, porém, parou por aí.

“O Ministério não repassou mais recursos. Claro, a empresa contratada para prosseguir com as obras precisa ter a certeza de que esses recursos sejam assegurados. Enquanto não é retomada não podemos dar previsão de finalização”, explica o assessor Ademar Queiroz.

E no momento em que Brasília pega fogo com a crise política, a Emurb lamenta não ter conseguido qualquer tipo de audiência com os ministros. “O Ministério não está atendendo a esses pleitos, mas o prefeito está empenhado para que o governo federal honre esse compromisso e libere esses recursos para que a gente possa dar continuidade a essa obra”, completa.

Foto: reprodução TV Globo

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