Sem repasses, hospital enfrenta dificuldades em Estância (SE)
Atendimento na maternidade já está comprometido há quase 15 dias
Cotidiano 13/11/2017 13h30 - Atualizado em 13/11/2017 13h42

Por Fernanda Araujo

O Hospital e Maternidade Amparo de Maria, no município de Estância, referência no Centro-Sul de Sergipe, passa por dificuldades financeiras e, consequentemente, no atendimento em função do atraso nos repasses do Estado. A prefeitura da cidade afirma que a Secretaria de Estado da Saúde está há dois meses sem repassar as verbas.

A maternidade é a única da região e atende a mais de nove municípios do sul e centro-sul. Cerca de oito a dez partos são realizados por dia pelo Sistema Único de Saúde, mas os procedimentos tiveram que ser suspensos devido à paralisação dos anestesistas que estão sem receber os salários. A maternidade está há quase 15 dias fechada.

“A falta desses repasses é o que está dificultando o pagamento dos anestesistas. Eu tenho diversas pacientes que estão há dois meses sem onde se operar e o governo de Sergipe não disponibiliza outras opções para que as pacientes sejam atendidas”, disse o prefeito Gilson Andrade, que é médico do hospital, em entrevista à rádio Xodó FM.

Segundo a assessoria de comunicação da prefeitura, a administração municipal não tem débitos com o hospital, como chegou a afirmar a direção da unidade. “Por exemplo, existe um contrato com o hospital para fazer até 2 mil cirurgias por mês, mas se o hospital só fez 500, o município só paga pelas feitas. Mas o hospital quer que o município pague pelo valor total mesmo sem fazer as cirurgias”, afirmou o assessor Pisca Júnior, ao F5 News.

De acordo com o prefeito, do que foi produzido em termos de cirurgias, exames e consultas a prefeitura fez o devido repasse ao hospital, mas o governo do Estado ainda não deu previsão para o pagamento atrasado. Gilson Andrade diz ainda que tentou contato com o secretário Almeida Lima, mas não foi atendido.

O hospital também realiza serviço ambulatorial e de consultas de forma particular. A unidade correu o risco de ser fechada e leiloada devido a dívidas trabalhistas e com fornecedores por decisão de uma liminar da Justiça Federal que foi cancelada. Depois de superada a fase, o hospital voltou a ter problemas no atendimento nos últimos meses.

“Eu estava em Brasília mês passado, perguntei ao interventor do hospital Joaldo Santos sobre o hospital em relação às certidões porque recebi sinal positivo dos deputados Eduardo Amorim, André Moura e da senadora Maria do Carmo no desejo de disponibilizar parte dos recursos das emendas para o hospital. Mas o interventor disse que o hospital não pode receber esses recursos. O momento é de união, pois o hospital Jessé Fontes no município também passa por dificuldades”, ressaltou Andrade.

F5 News procurou a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde, que não se pronunciou até a publicação da matéria.

Foto: reprodução internet

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