Sem resposta do governo, polícia cogita greve
Cotidiano 07/05/2014 16h46Por Will Rodrigues
Uma comissão do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol) se reuniu, no final da manhã desta quarta-feira (7), com representantes da Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) para tratar exclusivamente dos assuntos relativos aos servidores da COGERP e dos 45 funcionários remanescentes do reenquadramento da Polícia Civil.
Segundo o presidente do Sinpol, Antônio Moraes, durante a reunião a secretária adjunta, Lucivanda Nunes, informou que o governo ainda não tinha uma contraproposta para oferecer. Desse modo, restariam apenas duas opções, que foram apresentadas pela Procuradoria Geral do Estado para resolução do impasse.
“A procuradora afirmou que as opções seriam a devolução imediata dos servidores para seus órgãos de origem ou a criação de um complemento de remuneração, possivelmente uma gratificação. A procuradora rechaçou a proposta de projeto de lei apresentado pelo Sinpol. Ou seja, mais uma vez, nada ficou definido”, afirma Moraes.
Ao final, não ficou definida uma nova data para mais uma reunião entre a categoria e o Governo do Estado. Contudo, uma assembleia geral foi marcada para acontecer nesta quinta-feira (8), no auditório da Academia de Polícia Civil (Acadepol). “É em assembleia que os servidores definirão quais os rumos do movimento. Porém, o encaminhamento do sindicato é pela deflagração da Operação Braços Cruzados na COGERP”, adianta o presidente do Sinpol.
De acordo com Antônio, 90% dos servidores da COGERP são oriundos de outros órgãos, e, por essa razão, não ocupam nenhum dos cargos efetivos da perícia, dessa forma, não podendo ser obrigados a desempenhar atividade pericial. “Eles devem permanecer nos institutos, porém sem exercer atividades típicas do servidor do quadro da Perícia. Mesmo sem greve, a COGERP pode parar”, declara.
Na última assembleia do Sinpol, realizada no final de abril, foi definido que hoje se encerraria o prazo para que o governo apresentasse uma resposta. Como isso não ocorreu, a categoria definiu que, a partir das 7 horas de amanhã, iniciará um processo de paralisação que só chegará ao fim com a divulgação de uma data para apresentação da resposta governamental.
“A partir de amanhã a PC começa a paralisar. Somente os serviços e atividades essenciais e inadiáveis serão desenvolvidos (flagrantes). Não devem ser registrados Boletins de Ocorrência, não serão confeccionados Termos Circunstanciados, tampouco haverá audiências com a realização de oitivas de inquéritos em andamento. Contudo todos os Policiais Civis estarão presentes nas delegacias”, ressalta Moraes.
*Com informações e fotos da Assessoria de Comunicação do Sinpol

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