Sem-teto continuam cobrando moradia em Aracaju
Secretaria da Inclusão diz que vai encaminhar demandas ao Executivo Cotidiano 22/02/2018 11h00 - Atualizado em 22/02/2018 11h10Por Fernanda Araujo
As famílias que moram em ocupações na Grande Aracaju permanecem ocupando a área externa da Secretaria de Estado da Inclusão Social (Seidh), no centro da capital sergipana, nesta quinta-feira (22). Em protesto por moradia, os ocupantes acamparam nas dependências do prédio desde a manhã de ontem, o que levou a suspensão do atendimento no Núcleo de Apoio ao Trabalho (NAT).
Os sem-teto aguardavam uma reunião que estava agendada com o secretário Zezinho Sobral, às 17h, e durante a espera chegaram a entrar em conflito com policiais militares que foram acionados. Segundo a assessoria da Seidh, os representantes das nove comunidades do Bairro Santa Maria foram recebidos no horário marcado pelo gestor, que ouviu o pleito das famílias.
Após três horas de reunião, não houve acordo. Pela Seidh foi definido que as demandas das famílias vão ser levadas para a Procuradoria Geral do Estado e para a equipe econômica do Governo de Sergipe. No entanto, os manifestantes cobram uma resposta concreta.
“O secretário mentiu, a plenária foi do lado de fora com as famílias, nos trataram como cachorros, estava chovendo. Houve um acordo com o Estado e o Estado não está cumprindo. Queremos que cumpra o que prometeu. Vamos resistir até dar uma resposta”, disse Eliane, representante da ocupação 17 de Dezembro.
São mais de 300 famílias, das ocupações Terra Prometida, José Rezende, Jatobá, 17 de Dezembro, Dandara, Vitória, Nasce a Esperança, Mangabeira e Casarão do Parque. Elas afirmam que, em negociação com o governo, haviam recebido garantia de que todos teriam auxílio financeiro ou moradia, mas o benefício até agora não saiu.
“Se estamos aqui é porque precisamos. No Santa Maria, no 17 de Março, tem vários terrenos e podem lotear, entregar a cada um”, afirmou a moradora Ana Kássia. Ainda segundo os manifestantes, quem mora na Terra Prometida e na 17 de Dezembro receberam ordem de despejo.
“A gestão da Seidh respeita todos os ocupantes, mantém a priorização de políticas públicas e está sempre aberta ao diálogo para que sejam encontradas as soluções viáveis dentro da legalidade”, diz a secretaria em nota.

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