Sergipano está vivendo em média um ano a mais, aponta IBGE
Expectativa de vida no estado é menor do que a média nacional Cotidiano 02/12/2015 13h30Por Fernanda Araujo e Will Rodrigues
Sergipe é o oitavo estado com menor expectativa de vida do país e o quarto menor do Nordeste. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conforme a Tábua de Mortalidade de 2014. A média de idade do sergipano é de 72,1 anos, menor que a média nacional, de 75,2 anos.
Apesar disso, o sergipano está vivendo, em média, um ano a mais. Segundo o levantamento do Observatório de Sergipe, unidade da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, em 2013 a expectativa de vida ao nascer em Sergipe era de 71,9 anos. E o brasileiro está vivendo mais. A estimativa para todo o país é de três meses e 18 dias superior à do ano anterior (2013), de 74,9.
Sendo a unidade da Federação com maior vantagem para ambos os sexos, Santa Catarina foi a primeira colocada, com média de 78,4 anos, sendo 75,1 para os homens e 81,8 anos para as mulheres. O Distrito Federal, com 77,6 anos, e o Espírito Santo, com 77,5, ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente, superiores a média nacional, assim como São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro. O Rio Grande do Norte apresenta a mesma da média do Brasil.
O último estado foi Maranhão, com uma esperança de vida ao nascer para ambos os sexos de 70 anos. O Piauí tem a segunda menor, com 70,7 anos. Alagoas aparece em seguida, com 70,8 anos.
As mulheres vivem em média 7,2 anos a mais que os homens, com uma expectativa de 78,8 anos, contra 71,6 anos para eles. Em 2014, no entanto, para a população masculina o aumento foi de três meses e 25 dias (passando de 71,3 anos para 71,6 anos), contra três meses e 11 dias para as mulheres (passando de 78,6 anos para 78,8 anos). Para os homens, a menor esperança de vida estava em Alagoas (66,2 anos), e para as mulheres, em Roraima (73,7 anos). A sobremortalidade masculina é maior entre 22 e 23 anos de idade no país.
A taxa de mortalidade infantil (até 1 ano de idade) em 2014 ficou em 14,4 para cada mil nascidos vivos e a taxa de mortalidade na infância (até 5 anos de idade), em 16,7 por mil. A maior foi observada no Amapá (23,7 por mil nascidos vivos), e a menor no Espírito Santo (9,6 por mil).
As principais causas de perda de saúde no Brasil, segundo estudo divulgado este ano pela revista britânica The Lancet, são infarto do miocárdio, dor lombar e no pescoço, agressão e acidente vascular cerebral; lesões de trânsito, depressão, diabetes; ansiedade, doença pulmonar e perda da visão ou audição.
O professor Jefferson Fernandes, diretor-geral da Escola Superior de Educação e Ciências da Saúde do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, e um dos autores da pesquisa, lembrou que o país passou por uma transição no tipo de doenças. Em 1990, o grupo mais importante era formado por doenças infecciosas e, atualmente, reúne doenças crônicas e situações de violência física.
“Essas informações servem de apoio aos órgãos envolvidos com questões de saúde pública, no sentido de orientar onde alocar recursos e ações, para ter uma melhoria dessas alterações. As doenças do coração, por exemplo, podem ser prevenidas. Há fatores de risco, como a pressão alta, que podem ser controlados”, disse Fernandes.
Os dados também são usados pelo Ministério da Previdência Social como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário, no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social.
Com informações da Agência Brasil e IBGE

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