Sergipe é o estado do Nordeste com maior índice de Sífilis Congênita
Campanha alerta os pais sobre prevenção e diagnóstico da doença Cotidiano 06/05/2015 11h36Por Will Rodrigues e Fernanda Araujo
“Sergipe é um dos estados com maior índice de sífilis congênita do Brasil, o primeiro estado proporcional do Nordeste. Isso precisará ser enfrentado”. Foi com esse alerta que o secretário de Estado da Saúde, Zezinho Sobral, abriu a campanha de prevenção à doença em alusão ao Dia das Mães, durante a manhã desta quarta-feira (6).
No ano passado, foram contabilizados 381 casos de bebês com a doença em todo o estado. Em 2013 o número de gestantes que contraíram a Sífilis foi de 287, inferior aos 341 casos registrados no ano de 2012.
Com o tema “Mamãe: não deixe seu filho nascer com Sífilis”, a campanha irá focar a conscientização das mulheres sergipanas sobre a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da Sífilis, principalmente àquelas que residem nos municípios sergipanos que apresentam maior número de casos da doença.
“Estamos convocando os municípios para que eles tragam seus agente para poder combater essa doença que só poderá ser enfrentada com a participação deles.”, disse o secretário da Saúde.
O gerente do Programa Estadual de DST/Aids, o médico Almir Santana, esclarece que este ano a campanha também visa alertar aos homens. “A sífilis existe porque a mãe contraiu a bactéria do companheiro e não fez o pré-natal certo. Geralmente os homens não procuram tanto os serviços de saúde, só quando estão bem doentes, mas agora diante desse quadro há necessidade dos homens participarem do pré-natal fazendo teste”, enfatiza.
Nos últimos anos o exame para detecção da doença evoluiu bastante e atualmente o resultado pode ser obtido em até 20 minutos. O médico ressalta que o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura.
“É uma doença silenciosa, pode não se manifestar e a bactéria permanecer no sangue sem nenhum sintoma. O tratamento é feito com a penicilina injetável, a famosa Benzetacil que muitos têm medo, o que já é outra dificuldade. No caso das mães a duração do tratamento varia, mas gira em torno de três semanas. Para os bebês é mais complicado porque eles precisam ficar internados”, explica o médico Almir Santana.A sífilis é considerada uma doença grave pelos problemas que pode ocasionar. “São três riscos: o bebê nascer morto (natimorto), a interrupção da gravidez através do aborto espontâneo e o terceiro é o da criança nascer com sequelas como lesões no coração, no sistema nervoso, na pele ou má formação óssea”, destaca Santana.
Fotos: Fernanda Araujo/F5 News
Infográfico: Will Rodrigues/F5 News | Imagem: SES

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