Por Sílvio Oliveira
Magna Rodrigues Dias, professora (foto abaixo), tomou um susto quando o pequeno Teodoro Domingos Rodrigues Dias nasceu há nove anos. Ele tinha uma cardiopatia que somente poderia ser minimizada com a realização de uma cirurgia. Como Magna, dezenas de mães se deparam todos os dias com as cardiopatias congênitas no país. Mas somente 30% dessas crianças têm acesso ao tratamento e cura. As outras 70% não conseguem tratamento e muitas delas morrem.
Para alertar às autoridades que o teste do coraçãozinho seja obrigatório nos hospitais do Sistema Único de Saúde, e que as cardiopatias congênitas podem ser tratadas, 12 de junho é considerado o Dia Nacional da Conscientização da Cardiopatia Congênita.
A Associação de Assistência à Criança Cardiopata Pequenos Corações deflagrou uma campanha nas redes sociais com o tema: “Vista-se de Amor! No dia 12 de Junho vou usar vermelho e o laço-símbolo da campanha por alguém muito especial e que eu amo de todo o coração!”.
A campanha ganhou adeptos em Sergipe, e alguns saíram às ruas nesta quarta-feira (12) vestidos de vermelho e com um laço vermelho e azul, simbolizando o sangue venoso e arterial.
“Queremos que a data seja lembrada, que muitas crianças morrem porque não têm acesso ao tratamento. Quando meu filho nasceu, tivemos condições de fazer a cirurgia particular. Mas muitos não têm. Por isso sai de vermelho”, afirmou Magna Rodrigues Dias.
A professora quer unir em uma associação as mães de Sergipe que passaram pelo problema, além de levar a causa até a Assembleia Legislativa, para que Sergipe também tenha um Projeto de Lei instituindo o Dia Estadual da Conscientização da Cardiopatia Congênita. “Quero ajudar a outras mães que passaram também pelo que passei”, disse.
Fotos: Arquivo pessoal

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